APU PDGB DIZ QUE FALTA DE CONSENSO SOBRE A CNE RESULTA NA TENTATIVA DE CRIAÇÃO DE DILIGÊNCIAS “EXTRA LEI”

A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) defendeu que é possível continuar a trabalhar com o atual secretariado executivo da Comissão Nacional das Eleições até que chegue, a partir das eleições legislativas, o novo secretariado executivo.

Augusto Gomes falava após mais uma negociação de procura de consenso a volta do atual secretariado da CNE. Ele disse ainda que há um princípio de continuidade institucional que foi salvaguardado pela lei e “nós vimos isso como uma oportunidade para trabalharmos”.

“(…) A falta de consenso que resultou desta terceira ronda está no fato de a agora parte que defende a renovação da CNE passando por criação de outras diligências extra lei”, justifica.

Para o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), através do seu membro Evarista de Sousa, a atual CNE pode fazer as próximas eleições legislativas ainda sem data e pode dar continuidade dos trabalhos que da atual CNE.

“Sabemos também que quem elege o mandato da CNE são dois terços do deputado e sabemos da atual situação do parlamento. O parlamento foi dissolvido e a lei diz que o mandato da CNE é para 4 anos, mas é renovável”, sustenta.

O Partido da Nova Democracia (PND) diz acreditar na idoneidade do atual secretariado executivo da CNE e que possa garantir resultados sustentáveis.

“O PND acredita que sendo um órgão colegial que delibera por consenso é possível organizar as eleições legislativas com transparência, credibilidade e que possam garantir os resultados sustentáveis”, defende.

De referir que o presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, prometeu anunciar, nos próximos dias, a data da realização do escrutínio, com ou sem consenso dos partidos quanto à questão da CNE que o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, tenta resolver.

 

Por: Nautaram Có

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