ANTIGOS ALUNOS DEFENDEM RETOMA DE PROJETO DOS INTERNATOS PARA PRESERVAR VALORES EDUCACIONAIS

Os antigos alunos dos internatos na Guiné-Bissau apelam às autoridades para que retomem o projeto de Internato como forma de preservar valores de educação e de boa convivência social e familiar no país.

A preocupação é da Associação dos Antigos Alunos e Amigos de Internatos da Guiné-Bissau que alerta para a perda de valores na sociedade guineense, com impactos diretos nas crianças.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, o coordenador do Gabinete de Estatísticas e Plano Estratégico da organização, Quissumaqueia Besna Clodé, afirmou que atualmente os valores da educação são praticamente inexistentes, até mesmo no seio das família.

" (…) Atualmente não existe respeito pelas pessoas. A educação é nula. As crianças desobedecem e discutem com os pais", lamenta.

A Associação comemora, amanhã, mais um ano de existência e convida toda a sociedade a aderir ao projeto, que visa contribuir para o desenvolvimento do país.

"Que as pessoas venham aderir a nossa organização, para que possamos pensar a nossa Guiné-Bissau", apela.

Quissumaqueia defende que o Estado crie mecanismos de parceria para que os antigos alunos dos internatos possam colaborar, especialmente no processo de produção agrícola.

Segundo o Coordenador do Gabinete de Estatísticas e Plano Estratégico da Associação dos Antigos Alunos e Amigos dos Internatos, a criação dos internatos tinha como objetivo oferecer oportunidades para que os estudantes pudessem, no futuro, integrar e fortalecer o aparelho de Estado.

Amílcar Cabral, através do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), implantou internatos e escolas no país durante a luta pela independência, com a finalidade de formar profissionais para a administração pública e difundir ideias nacionalistas.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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