ANALISTAS ESPERAM QUE A VISITA DO PR DE PORTUGAL SEJA UMA PORTA ABERTA PARA A DEMOCRACIA GUINEENSE

O guineense actualmente vice-presidente pela comissão especializada para a democracia e ética na Suécia, Tomás Delgado Pinto, disse que a vinda do Presidente da República (PR) de Portugal à Guiné-Bissau será uma porta aberta ao nível internacional para a diplomacia guineense.

Tomas Delgado Pinto que falava, hoje (17), em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), sobre o impacto da visita do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa ao país, disse que o português é uma referência ao nível Europeu e poderá apadrinhar a Guiné-Bissau ao nível da comunidade internacional.

Tomás disse que a visita vai ser uma oportunidade para constatar o nível de atraso no desenvolvimento do país.

O guineense que igualmente é o membro do conselho municipal e Federal na Suécia disse que a visita de Marcelo poderá ser uma oportunidade pro entendimento entre os políticos guineenses.

“Esta visita poderá ser uma ponte de ligação entre a nossa classe política para que cheguem a um consenso, tendo em conta a experiência do Presidente de Portugal sendo que vai falar com os políticos guineenses aqui na Guiné-Bissau”, avança.

Delgado Pinto disse que esta visita à Guiné-Bissau tem um interesse internacional e poderá ter reflexo positivo ao nível da união Europeia e das Nações Unidas.

ANÁLISE POLÍTICA

O comentador político da RSM, Rui Jorge Semedo, disse que a visita de Marcelo poderá ajudar a resolver “algumas situações” que neste momento constituem entraves no ponto de vista do funcionamento da administração pública, mas também do ponto de vista da cooperação e da política.

Rui Jorge Semedo disse que este é um passo muito importante na credibilização do país ao nível internacional sendo Marcelo o primeiro presidente Europeu a visita a Guiné-Bissau. Rui Jorge lembra que Marcelo vem à Guiné-Bissau num período de exclusão ao nível do cenário internacional.

Semedo sustenta ainda que a vinda de um presidente Europeu poderá abrir a porta para a vinda de outros presidentes.

“Quando isso acontece é porque estamos a dar um passo muito importante na credibilização da democracia e permite ter algumas conquistas que poderão ajudar no desempenho da governação e seguir os caminhos do desenvolvimento”, enfatiza.

Em relação aos protestos realizados em Portugal contra a vinda de Marcelo Ribeiro de Sousa, o comentador Rui Jorge Semedo disse que poderá ser uma chamada de atenção ao presidente português para a actual realidade do país e poderá criar mudanças ao nível do país.

Para o Comentador política deve-se encontrar um meio-termo para as pessoas não irem ao extremo pensando que Marcelo não deve visitar ao país e nem entender que quando ele [presidente português] vier a Guiné-Bissau as pessoas não devem manifestar.

“Estas coisas são constituídas na democracia”, lembra.

A chegada de Marcelo está marcada para às 18h45 da Guiné-Bissau. Esta é a sua primeira visita oficial à Guiné-Bissau enquanto Presidente da República, embora já esteve aqui na Guiné-Bissau, há alguns anos.

Logo à sua chega, Marcelo deverá encontrar-se com a comunidade portuguesa aqui na Guiné-Bissau e deve visitar ainda hoje a embaixada do seu país.

Amanhã, no último dia da visita, no período de manhã, deverá proceder a deposição da coroa de flores no túmulo do antigo presidente da República e combatente da liberdade da pátria, João Bernardo Vieira, em homenagem aos heróis da libertação nacional.

O Presidente de Portugal estará no cemitério Municipal para render homenagem aos antigos combatentes portugueses na Guiné-Bissau. A tarde Marcelo deverá reunir com os deputados e com o governo, logo às 18h45 está marcado o regresso do Presidente Português.

No entanto sobre esta visita, o ministério do interior disse que cerca de 1.100 homens foram disponibilizados para assegurar os dois dias que Marcelo estará aqui em Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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