Ambiente: GEF-7 DISPONIBILIZA CERCA DE 5 MILHÕES DE DÓLARES PARA PROJECTO REFORÇO DA CONECTIVIDADE ECOLÓGICA NO COMPLEXO DULOMBI-BOÉ-TCHÉTCHÉ

O ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática reconheceu hoje que as regiões leste do país enfrentam pressões crescentes devido ao crescimento demográfico, resultando em fragmentação ecológica.

Ao presidir o lançamento do projecto “Restauração da Conectividade Ecológica no Complexo Dulombi-Boé-Tchétché”, que o Governo em parceria com a UICN (União Internacional para Conservação da Natureza) e o IBAP (Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas) vai desenvolver nos próximos quatros anos, Viriato Cassamá, adianta que a zona leste que representa 11, 25% do território nacional, destaca-se pela sua importância como um corredor de mobilidade e conectividade ecológica.

“O leste do país, que representa 11,25% do nosso território nacional, destaca-se pela sua importância como um corredor de mobilidade e conectividade ecológica. Estes territórios são cruciais para o movimento sem obstáculos das espécies e o fluxo dos processos naturais que sustentam a vida. Infelizmente, estas áreas enfrentam pressões crescentes devido ao crescimento demográfico, migração e sistemas de uso da terra insustentáveis, resultando em fragmentação ecológica e descontinuidades paisagísticas”.

Para fazer face a esta ameaça, o coordenador do projecto “Restauração da Conectividade Ecológica no Complexo “Dulombi-Boé-Tchetche”, Morto Baiém Fandé, em entrevista à margem do lançamento do projecto, informa que para além de trabalhar na restauração dos ecossistemas, o projeto vai também apoiar as comunidades no desenvolvimento das atividades geradoras do rendimento.

“Este projecto vai intervir em muitas coisas, uma das principais atividades do projeto vai ser a restauração de ecossistemas mas, trabalhar também na extensão do corredor do Salifo, que é uma área muito importante para fazer a ligação com o Parque das Lagoas de Cufada, para que esta área tem um estatuto de protecção de corredor ecológica e também o projecto vai trabalhar por exemplo apoiar as comunidades no desenvolvimento das atividades geradora de renda, sabemos que a criação do parque restringe as comunidades de certos meios de sobrevivência que utilizavam, então, como a compensação este projecto vai trabalhar com as comunidades como forma de conseguir ganharem os seus pão de dia-a-dia, sem a utilização das práticas destruidora do ecossistema ou ambiente no seu geral”  

O projecto de quatros anos é financiado no âmbito da 7ª circuncisão do Fundo para o Ambiente Global (GEF-7), num valor que ronda os cerca de 5 milhões de dólares, para apoiar a conectividade ecológica do Complexo “Dulombi-Boé-Tchétché” e das áreas transnacionais conexas de “Niokolo-Koba” no Senegal e “Badiar” da República da Guiné, nas questões da governança e capacitação das partes interessadas; gestão e restauração do corredor de conectividade ecológica, e mobilidade da vida selvagem e a monitorização, avaliação, gestão e partilha dos conhecimentos.

Por: Braima Sigá

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