ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS PROCURAM ENSINO PRIVADO

O presidente da associação dos pais e encarregados de educação dos alunos das escolas públicas de bairro da Hafia, periferias de Bissau, pediu ao governo para reabilitar o sistema do ensino público guineense que está em queda em detrimento das escolas privadas.

“O que eu quero que o governo faça é a reabilitação do sistema do ensino público para evitar a fuga dos alunos das escolas públicas que os pais e encarregados de educação vão ter que sacrificar para os matricular nas escolas privadas, o governo não deve deixar que o ensino público morre”, apelou Bacar Candé, esta terça-feira, numa entrevista à nossa estação emissora numa altura em que se aproxima o processo da matrícula, sobretudo nas escolas privadas, enquanto continuam as incertezas em relação aos alunos das escolas públicas

As rédeas públicas da educação têm registado nos últimos anos as ondas de paralisação com a greve dos sindicatos do sector, assim como, a greve da maior central sindical do país que tem exigido ao governo as melhorias das condições laborais.

O facto tem causado neste momento a fuga dos alunos das escolas públicas para escolas privadas, segundo a denúncia de Bacar Candé, há uma forte aglomeração das pessoas nas direcções das escolas públicas a solicitar os certificados para irem matricular nas escolas privadas.

“Hoje em dia, nas direcções das escolas públicas há uma forte pressão das pessoas a pedir os certificados para irem matricular nas escolas privadas o que significa que as escolas públicas em particular, em Bissau, estão em queda em detrimento das escolas privadas o que não é normal no país e quando é assim, estamos a matar os mais vulnerável que não têm os meios para pagarem as propinas nas escolas privadas. O presidente da República, chefe do governo têm que ver essa situação” implorou Bacar Candé.  

O futuro do ano lectivo no país continua uma incógnita. Há meses que as aulas nas escolas públicas do país estão paralisadas devido à greve da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) à qual aderiram o Sindicato Democrático dos Professores e a Frente Nacional dos Professores e Educadores.

No início do mês de agosto, o ministro da Educação Nacional e Ensino Superior anunciou, a suspensão das aulas nas escolas públicas durante o mês de Agosto para retomar logo em Setembro e, garante no entanto que não há motivo para nulidade do presente ano lectivo mesmo com as ondas de paralisações da UNTG que afetou de que maneira o sector do Ensino e Saúde.

Para retomar as aulas, o mínimo que os sindicatos exigem é a aplicação integral do Estatuto da Carreira Docente e o pagamento da carga horária aos professores, que foi suspensa pelo governo.

Por: Braima Sigá

 

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