AIRHOMAR PEDE MAIOR ATENÇÃO DO GOVERNO AO SETOR MARÍTIMO
A ONG Amigos Irmãos dos Homens do Mar (AIRHOMAR) considera de crítico, a situação dos marinheiros nacionais e, segundo disse, são abandonados pelo governo.
As considerações foram feitas esta sexta-feira, numa entrevista à Rádio Sol Mansi pelo Secretário-geral desta ONG no âmbito da entrega de um montante de 3 milhões e 390 francos CFA à família do marinheiro Toni Incanha, falecido no navio YI FENG 22 no passado dia 4 de maio de 2024 no alto mar.
Januário José Biaguê sustenta a tese pelo fato de ser a única empresa disponível para a juventude, foi abandonado pelos sucessivos governos da Guiné-Bissau.
“O estado dos Marinheiros é crítico, é pena ver o abandono deste setor chave do desenvolvimento por estado da Guiné-Bissau”, lamentou o Secretário-geral da ONG AIRHOMAR.
Biaguê recomenda ainda ao governo a dar mais atenção ao setor marítimo, sobretudo de aperfeiçoar o Instituto Marítimo Portuário com quadros competentes, promotores do dinamismo.
“Nos recomendamos ao Governo para dar atenção ao setor marítimo, e o Instituto Marítimo Portuário precisa dos quadros qualificados para dar respostas às demandas do setor e sobretudo na sua dinamização”, acrescentou Jánuario Biaguê.
O Secretário-geral da ONG AIRHOMAR, Januário José Biaguê, disse ainda que é urgente a reorganização do setor marítimo guineense, porque “não é possível que os profissionais dessa área estejam “comprar o seu emprego”.
“É urgente a reorganização deste setor, sobretudo, quando o emprego é vendido mas esquencedo que o emprego não se compra na função pública guineense”, diz adiantando que tem a lista das pessoas que compram os marinheiros.
De acordo com as informações, o malogrado Toni Incanha teve uma doença prolongada a bordo do navio YI FENG 28, no estado cômodo, pelo que teve de ser transferido para outro navio YI FENG 22, onde menos de 24h00 não resistiu a doença, acabando por falecer.
Por: Marcelino Iambi
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