ADVOGADOS DO PAIGC ACREDITAM QUE PAÍS CAMINHA PARA DITADURA
O Colectivo dos Advogados do Partido Africano para Independência Guiné e Cabo Verde (PAIGC), anunciou que o país está a caminhar de forma galopante para ditadura.
A denúncia foi feita no princípio desta tarde durante uma conferência de imprensa para esclarecer a opinião pública sobre o impedimento da viagem do deputado e igualmente presidente do PAIGC. Domingos Simão Pereira.
Vailton Barreto disse que o documento que está circular sobre o impedimento da viagem do Domingos Simão Pereira foi forjado para fundamentar o comportamento abusivo.
Já, o Coordenador do colectivo dos Advogados do PAIGC Carlos Pinto Pereira afirmou que o documento é falso e comprova que o país não está indo bem.
Pinto Pereira afirmou que o documento foi elaborado depois que o serviço de migração e fronteira ameaça permitir a viagem do presidente do PAIGC caso não for apresentado um documento escrito.
De recordar que está a circulado no país uma lista de impedimento de viagem de alguns cidadãos, principalmente dirigentes do PAIGC. No passado mês de Junho Veríssimo Nancassa, próximo do líder do PAIGC, foi impedido de viajar pelos mesmos motivos que Domingos Simões Pereira.
Simões Pereira acredita ter a vida em risco no país
O líder do PAIGC Domingos Simões Pereira diz estar a correr risco de vida no país com o abuso de poder vigente, mas avisa que "quem quer deitar fogo à Guiné-Bissau será o responsável por tudo aquilo que acontecer” com a sua integridade física.
Após ser impedido de deixar a Guiné-Bissau, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, considera que o país caminha para uma ditadura, onde "as ordens superiores" substituem as leis.
De referir que hora depois de interditar a viagem do líder do PAIGC, o Procurador-geral da República expeliu um documento, com assunto "embargo de viagem do Deputado Domingos Simões Pereira", emitido pela Procuradoria-Geral da República, que ordena ao Ministério do Interior que impeça o presidente do maior partido da Guiné-Bissau de sair do país por "existirem fortes indícios de que cometeu os crimes".
No documento, a PGR cita os artigos 100, 170 e 244 do Código Penal, mas não explicita os crimes aos quais se refere.
Por: Turé da Silva
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