51 ANOS DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA COMBATENTES CONTINUAM A RECLAMAR PELAS MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA
O porta-voz do grupo dos Combatentes da Liberdade da Pátria condecorado nesta quinta-feira convida o governo a envidar esforços em relação à situação de abandono e nas condições precárias em que vive a maioria dos veteranos da luta armada.
Francisco Djata diz que os Combatentes da Liberdade da Pátria não devem continuar a ser ingrediente político no período da campanha eleitoral.
“Não fazem os Combatentes como ingrediente político no período da campanha eleitoral, porque neste perito todos são os nossos defensores e isso, não pode continuar”.
Há muito que os Combatentes da Liberdade da Pátria reclamam uma pensão condigna e uma vida melhor, mas passados 51 anos da independência, as queixas ainda são apresentadas e a crescer.
O próprio ministro que tutela a pasta, Ali Hijazi, igualmente Combatente da Liberdade da Pátria, manifestou a sua preocupação em relação às dificuldades em que a maioria dos veteranos da guerra da independência vive.
“Não podia deixar de manifestar a preocupação relativamente às dificuldades em que vivem a maioria dos Combatentes da Liberdade da Pátria, tenho conhecimento que muitas tentativas foram feitas no passado e não resultaram em benefício dos nossos combatentes, há pois que tirar as ilações dos erros e falhas cometidas para que se possam encontrar soluções palpáveis”.
Não existem informações oficiais sobre o número de Combatentes da Liberdade da Pátria ainda vivo, mas promessas dos sucessivos Governos não faltam para a melhoria das suas condições de vida.
O Chefe do Governo, Rui Duarte Barros, admitiu na cerimónia de condecoração dos veteranos da guerra, que a luta pela liberdade pela justiça social continuam vivas nas ações diárias.
“Povo guineense, a luta pela liberdade e pela justiça social continuam vivas em nossas ações diárias. Hoje enfrentamos desafios diferentes dos de [Amílcar] Cabral e os seus camaradas de luta mas, o espírito que ele nos deixou na guia para construir um futuro promissor para todos que seja uma data que resistirá a renovar os nossos compromissos com ideias dos nossos Combatentes da Liberdade da Pátria”.
O dia 23 de janeiro de 1963 marcou o início da luta armada para a independência da Guiné-Bissau, com o ataque ao aquartelamento de Tite, no sul do país. Hoje, completam-se 62 anos do início da luta armada.
Texto & Imagem: Braima Sigá
- Created on .