20 de Janeiro: COM A MORTE DE AMÍLCAR CABRAL, PAÍS PERDEU GRANDE OPORTUNIDADE DE DESENVOLVER

O politologo e comentador permanente da Rádio Sol Mansi afirmou hoje que com a morte de Amílcar Cabral, a 20 de janeiro, o país acabou por perder uma grande oportunidade de continuar a investir e desenvolver.

Rui Jorge Semedo diz ainda que depois da independência, a Guiné-Bissau estava dentro da linha idealizado pelo Cabral mas o golpe de estado acabou por cortar tudo aquilo que era sonho dele arrastando ao país para o atual contexto.

Para o politologo, 20 de janeiro tem de continuar a servir de momento de reflexao, sobretudo no atual contexto, para que as pessoas analisem até que ponto as contardiçoes que podem resultar em ações violentas de assassinatos, golpes de estado podem continuar a servir o país ao seu proposito que é o desenvolvimento.

“ Com a morte de Amilcar Cabral, a Guiné-Bissau acabou por perder uma grande oportunidade de continuar a investir dentro daquilo que era o grande projeto de Cabral, que é a unidade nacional, para depois desenvolver o país” diz acrescentando que “ depois da independencia, o país estava na linha idealizado pelo Cabral dentro do programa maior, mas infelizmente golpe de estado na altura, acabou por derrubar tudo aquilo que era o sonho de Amilcar, arrastando o país para o contexto atual. Então, com assassinato de Cabral, a Guiné-Bissau, Cabo-verde e o mundo, acabaram por perder por isso, tornou-se no grande objeto de estudo em toda a parte do mundo”.

No que se refere a determinação do Governo em pôr  fim ao feriado de 23 de janeiro, que assinalava o início da luta pela independência do país, assim como outros, o comentador afirma que esta “é uma decisão politica de perseguição ao PAIGC”.

“Para esta decisão, tinha que se dar oportunidade a um debate no parlamento para os deputados, enquanto representantes do povo, debater sobre os prós e contra de o país continuar com determinados feriados. (…) Portanto, aquilo que foi argumento no despacho não convence a ninguém e não é racional, é uma decisão política que continua estar naquela agenda de perseguição supostamente ao PAIGC e que irá ferir não só o partido libertador, mas a memória coletiva nacional, estamos a referir aquilo que é o início de um processo que culminou na independência nacional, que 23 de Janeiro, onde vários combatentes ficaram mutilados ou perderam a vida”, argumentou.

Por outro lado, considerou que não é uma medida consistente porque com um governo com sentido patriótico, que conhece o simbolismo da data de 23 de janeiro, vai revogar o aludido despacho que termina com a comemoração desta data.

O Governo, através do Ministério da Administração Pública justifica a decisão com a "dinâmica que se impõe nos dias que correm, fruto da globalização, da liberalização económica e da livre circulação de pessoas e bens, para além da crise financeira e alimentar, que tem sacudido o mundo, o que impõe novas perspetivas que assentam numa cultura de produção e de produtividade".

Por. Nautaran Marcos Có

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