SUPERIOR-GERAL DO PIME INCENTIVA RÁDIO SOL MANSI A PROMOVER INCLUSÃO E REPRESENTATIVIDADE PARA EVITAR CONFLITOS

OO Superior-Geral do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME), Francesco Rapacioli, aconselhou a Rádio Sol Mansi a continuar a trabalhar pela inclusividade e representatividade social como forma de prevenir motivos de divisão e extremismo na sociedade guineense.

O conselho foi deixado por Francesco Rapacioli, em entrevista à Rádio Sol Mansi, depois de uma visita guiada às instalações desta estação emissora em Bissau.

O Superior-Geral do PIME lembrou que essa representatividade é importante para que todos se sintam incluídos e acrescentou que esse trabalho faz parte da missão da Sol Mansi, que é ser uma voz de paz na Guiné-Bissau.

“O conselho principal é que continue na linha da inclusividade e que seja uma rádio que represente todos os aspetos da sociedade e que, ao nível religioso, dê sempre espaço às outras Igrejas e religiões”, aconselha o padre, lembrando que esta representatividade é importante e serve também para prevenir qualquer tipo de conflitos, divisões e extremismo que possam surgir nas comunidades.

Segundo ele, esta estratégia faz parte da missão da Igreja Católica, que pretende abraçar todas as realidades, também ao nível da presença do mundo político, porque “podem ter ideias políticas diferentes mesmo pertencendo à mesma fé”.

Francesco Rapacioli diz notar que, nestes tempos, existe uma maior abertura do povo africano à evangelização, sendo este um momento importante para o compromisso da Igreja. Ele lembra que o falecido Papa Bento XVI, quando fez algumas visitas à África, disse que este é um tempo para a África e que “devemos aumentar o nosso compromisso”.

Sustentou que a prioridade do PIME é também o anúncio do Evangelho, a formação ao nível religioso e o forte apoio ao desenvolvimento, com especial atenção aos mais necessitados, particularmente aos mais pobres, promovendo ainda o diálogo entre as culturas e as diferentes religiões.

Francesco afirmou que a Igreja Católica continua a ter um compromisso social com os mais necessitados e atua ao nível da saúde, da educação e do apoio social, acrescentando ainda que está a trabalhar na valorização das culturas locais.

“Um aspeto mais desenvolvido nos últimos tempos tem a ver com a valorização das culturas locais. A cultura local agora não é vista como inimiga da Igreja e da vida cristã, mas deve ser valorizada como uma riqueza que pode ser levada para dentro da Igreja, para que toda a cultura possa manifestar o seu valor”.

O Superior-Geral do PIME disse que a Igreja quer levar exemplos de promoção da paz interétnica e de reconciliação entre etnias, como os que ocorreram em Ruanda e na África do Sul.

Para ele, outro aspeto muito importante para o processo de reconciliação, que é típico da fé cristã, é o perdão.

“Para os cristãos, saber perdoar é muito importante, porque cada cristão tem a experiência de ser perdoado. Deus perdoou todos os nossos pecados através de Jesus Cristo; então, o cristão deve ser aquele que leva esse perdão, deve saber perdoar e reconciliar-se com os seus próximos”.

Segundo ele, promover a reconciliação implica também reconhecer o valor do pluralismo e da diversidade.

“Como na Igreja convivem culturas, etnias e línguas diferentes, isso deve ser levado inclusive para o processo de reconciliação, onde a diversidade não deve ser vista como um perigo, mas como algo valioso”, enfatiza.

Na visita à RSM, o Superior-Geral do PIME esteve acompanhado pelo padre Davide Sciocco, que é o Superior Regional na Guiné-Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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