Terminou, no passado dia 27 de Setembro, em Aparecida, no Brasil, o XII Encontro de Bispos dos Países Lusófonos, procurando, no dizer do regulamento interno. Foi decidido que 13.º Encontro de Bispos dos Países Lusófonos vai decorrer na Praia, Cabo Verde, de 27 a 29 de Abril de 2018

O encontro tinha como propósito “fortalecer a comunhão eclesial e a recíproca complementaridade, promover a cooperação em prol das comunidades e a fidelidade à identidade católica lusófona e criar espaço para aprofundar o conhecimento mútuo entre as Igrejas católicas dos países lusófonos”

No encontro que começou no passado dia 23 e terminou no dia 27 de Setembro a Guiné-bissau foi representada pelo Bispo de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli.

Os participantes manifestaram “preocupação pela instável situação social, política e económica em quase todos os países, com consequências na vida dos cidadãos, famílias e instituições”.

O Comunicado Final do evento sublinhou a necessidade de “diálogo com as instâncias políticas e governamentais”, procurando defender “os valores essenciais ligados à vida humana e ao bem comum, à democracia e aos direitos humanos”. Os bispos condenaram “situações de corrupção, de exploração dos mais pobres, do tráfico de seres humanos” e apelaram à “cooperação, inter-colaboração e solidariedade” entre as Igrejas dos países lusófonos, tendo em vista a “busca comum da paz e da tolerância, da segurança e do bem-estar”.

Os trabalhos analisaram dois textos do Papa Francisco, a começar pela encíclica ‘Laudato Si’, vista como “uma reflexão inovadora e uma mais-valia para a plena compreensão da ecologia”. Os participantes realçaram a “urgência” de inserir esta temática na “iniciação cristã e formação contínua”.

Outro documento pontifício em debate foi a Exortação Apostólica pós-sinodal ‘Amoris Laetitia’, sobre o matrimónio e a família.  Os bispos assumiram o objectivo de “propor o Evangelho da família e a pastoral do vínculo” face a outros “modos e conceitos de família” e como resposta a “uma cultura de descarte e de um mundo em desagregação”.

Outras prioridades na acção da Igreja Católica passam por “acolher, preparar e acompanhar as famílias” e, em casos específicos, “atender mais a problemas como a poligamia e os casamentos com disparidade de culto” nos países de língua portuguesa.

O Comunicado Final concluiu-se com uma evocação de “relevantes acontecimentos jubilares” que vão decorrer em 2017: a celebração dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; o Centenário das Aparições em Fátima; a comemoração de 150 anos de presença dos Missionários Espiritanos em Angola e Portugal; a celebração dos 40 anos da Diocese de Bissau, com a realização do seu primeiro sínodo diocesano.   

Ao final de uns dias tão bonitos sob e Manto de Nossa Senhora, os Bispos fizeram a seguinte prece: “Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, no seu poder e bondade, interceda por todos os nossos países e nos ajude a viver na misericórdia de Deus”

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Fonte & Imagem: Diocese de Bafatá

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