GUINÉ-BISSAU ESTUDA ESTRATÉGIA PARA ELIMINAR DOENÇAS TROPICAIS NEGLIGENCIADAS
Os técnicos da saúde pública e de diferentes ministérios incluindo Organizações Não Governamentais (ONG) encontram-se reunidos com objectivo agregar sinergias para eliminação das Doenças Tropicais Negligenciadas no país
A primeira reunião do Comité Nacional das doenças Tropicais Negligenciadas, que começou esta quarta-feira (29/03), visa estudar estratégia para controlar e vigiar as sete doenças endémicas no país entre os quais a lepra, a raiva, a Oncocercose e a Filariose Linfático, os parasitas intestinais e a Xistasoma.
Elisandra Cabral dos Reis Coordenadora das doenças Tropicais Negligenciadas explicou como se apanha as doenças.
“No caso da oncocercose são moscas que picam um individuo já contaminado e vão picar outra pessoa e aí a pessoa pode apanhar Oncocercose ou a Filariose, as parasitas intestinais, como nome diz o nome, são parasitas que podem ser encontradas dentro de organismo humano e na contaminação do Tracoma é mesma mosca que provoca a cegueira do rio”, explica.
Por outro lado a coordenadora das doenças tropicas negligenciadas do ministério da saúde pública, afirma que, neste momento, o país está quase a eliminar a doença de tracoma, embora faltam três regiões, Quinara Tombali e Cacheu, respectivamente.
“São frequentes na Guiné sobretudo na parte insolar. Já estamos na fase de eliminação do tracoma só falta três regiões. Estamos a realizar um inquérito de mapeamento para sabermos em que situação estamos exactamente sobre Tracoma”, revela.
Para Cristóvão Manjuba, director de serviço de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, 25 por cento das causas da doença da população são derivados da saúde e 75 por cento vem de outras doenças.
“Nós infelizmente tratamos das pessoas doentes o que não deveria ser se o sistema funcionasse como devia funcionar”.
Segundo os últimos dados, Oncocercose é mais notada nas regiões de Bijagós com 24 por cento, seguido de Gabú com 14 por cento e Bafatá com 12 por cento.
A região de Tombali (sul do país) é a zona com menos prevalência da doença apenas com 0,50 por cento.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi
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