LGDH DENUNCIA QUE MINISTÉRIO DO INTERIOR ESTÁ A SER TRANSFORMADO NUM “VIL SANTUÁRIO DE BARBARIDADES”

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) anunciou, hoje, que nos próximos dias vai apresentar uma queixa-crime, contra o ministro do Interior bem como o seu Secretário de Estado da Ordem Pública, pelas práticas de crimes contra os cidadãos. E, denuncia que o Ministério do Interior está a ser transformado num “vil santuário de barbaridades”.

Esta é mais uma ameaça da Liga feita em conferência de imprensa, convocada para denunciar a “detenção ilegal”, arbitrária e abusiva de um cidadão guineense, de nome Iko Samori da Silva, igualmente militante do PAIGC em Gabú, supostamente a mando do Secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Macedo Monteiro ocorrido no passado dia 28 de março.

O comunicado foi lido por Gueri Gomes Lopes, Secretário Nacional para a Comunicação e Relações Públicas da LGDH, referindo que a queixa-crime será contra os Botche Cande, Ministro do Interior, e José Carlos Macedo Monteiro, Secretário de Estado de Ordem Pública, pela prática de “diversos crimes” contra os cidadãos, previstos e puníveis na lei de responsabilidade de titular de cargo político.

No mesmo comunicado, a LGDH acusa o atual Secretário de Estado da Ordem Pública de estar a transformar o Ministério do Interior num “vil santuário de barbaridades”.

“Aliás este caso de autentico de abuso de poder, é apenas mais um perpetrado por um secretário de Estado da Ordem Pública, que não tem poupado esforços em transformar o Ministério Interior, num espaço de ajuste de contas, de torturas de perseguição de advogados políticos, de intimidação das vozes das vozes discordantes de humilhação dos advogados, enfim, num vil santuário de santuário de barbaridades”, disse.

Entretanto, a LGDH exige a libertação imediata do cidadão em causa e, igualmente exige a demissão imediata de José Carlos Macedo Monteiro das suas funções do secretário de Estado da Ordem Pública “pelos reiterados comportamentos que substancia numa afronta á dignidade da pessoa humana”.

A LGDH denúncia ainda que passados 13 dias de “sequestro”, o cidadão em causa continua “encarcerado na cela Sul da Segunda Esquadra, a pior de todas as celas existente na Guiné-Bissau, sem quaisquer contactos com os familiares, advogados ou amigos”.

A mesma fonte informa ainda que a vítima ainda não foi apresentada ao Ministério Público “numa clara violação da Constituição da República e demais leis processuais em vigor na Guiné-Bissau”.

 

Texto & Imagem: Turé da Silva

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