VÍRUS DA TUBERCULOSE COM MAIOR INCIDÊNCIA DOS JOVENS

Celebra-se, hoje, 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose (TB) sob o tema “Investir no fim da Tuberculose. Salve vidas”. Na Guiné-Bissau existem relatos que esta doença associada à pobreza afeta principalmente a camada juvenil.

O tema deste ano lembra a necessidade urgente de investir recursos para intensificar o combate à doença e cumprir os compromissos assumidos pelos líderes mundiais.

Segundo os dados, a tuberculose continua a ser uma das doenças infeciosas mais mortais do mundo. Todos os dias no mundo, mais de 4 mil pessoas morrem de tuberculose e cerca de 30 mil adoecem com esta doença evitável e curável.

Na Guiné-Bissau, o coordenador Nacional do Programa de Luta Contra a Tuberculose, o Setor Autónomo de Bissau e Biombo são as regiões mais infetadas com vírus desta doença. Não obstante, Miguel Camará disse que as regiões de Oio (norte), Bafatá e Gabu 8leste) estão na linha vermelha.

Também entrevista pela Rádio Sol Mansi (RSM) sobre o tema, o médico infeciologista, Faustino Gomes Correia, disse que uma pessoa com tuberculose sem um tratamento atempado corre o risco de morrer ou de transmitir a doença facilmente, através de uma transmissão aérea e pode ser transmitida no raio de até um metro de distância.

Sinais e sintomas mais frequentes são também tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir para tosse com sangue, Cansaço excessivo, Suor noturno, Falta de apetite e emagrecimento acentuado.

Perante este fato, o médico alerta que segundo relatórios cada pessoa tem a chance de, até 5 vezes, contrair a tuberculose e, os números são mais elevados para os doentes do Sida.

Faustino Gomes Correia disse ainda que a tuberculose é uma doença que poderá ser tratada dentro de 14 dias. Mas, o perigoso é as pessoas que fogem do tratamento médico colocando em risco a saúde pública.

Uma das formas eficazes para prevenir a doença é o cumprimento de medidas de distanciamento físico, as medidas de higienização e o cumprimento da etiqueta respiratória.

“É preocupante como as pessoas comportam no país. As pessoas cospem sem controlo e sem mínimas regras de etiqueta”, critica.

Na Guiné-Bissau não existem relatos dos números exatos de doentes com tuberculose, mas, por várias vezes, as organizações denunciaram falta de controlo e seguimento da doença no país.

Os dois hospitais especializados para o tratamento Cumura e Raoul Folloreau deparam com séries de dificuldades.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

Questo sito fa uso di cookie per migliorare l’esperienza di navigazione degli utenti e per raccogliere informazioni sull’utilizzo del sito stesso. Leggi di più