VALIDADO RESULTADO DE ESTUDO DO MERCADO DE ENERGIA SOLAR FORA DA REDE
O ministério da energia em parceria com a Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) validou esta terça-feira (15/10) os resultados do estudo do mercado de energia solar fora da rede na Guiné-Bissau no quadro do projecto e estratégia de implementação.
Este projecto está a apoiar a Guiné-Bissau para acelerar o acesso à electricidade através do uso de sistema solares fotovoltaicos autónomos.
A margem do seminário de validação Ermelinda Lima, de centro regional de energia renováveis da CEDEAO afirmou que o encontro tem como objectivo conhecer melhor o mercado de energia guineense.
“ (…) Foi feito este estudo de avaliação de mercado da energia solar com objectivo de conhecermos realmente o mercado guineense e saber quais as potencialidades para melhor dinamizar o mercado mas também contribuir para que o sector privado tenha mais condições e melhores projectos que podem vir a ser financiados através do nosso projecto para melhoria da sua actuação no âmbito de sector da energia solar fora da rede”, afirmou a responsável da organização sub-regional.
A Guiné-Bissau, segundo o estudo deste projecto, possui uma das menores taxa de electrificação na África. Em 2016, 87% da população total não tinham acesso a electricidade e a taxa mais alta está na capital Bissau com 58%.
Para isso, Ermelinda Lima sublinhou que com o apoio técnico e financeiro, podem contribuir na melhoria destas médias em termos de acesso a energia.
“ Em termos estatísticos, a Guiné-Bissau está um pouco abaixo da média relativamente a outros países da região, mas acreditaremos que com o apoio técnico certo e com o suporte financeiro que poderão vir a beneficiar, poderemos contribuir para melhorar estas médias em termos de acesso e também que as pessoas e as instituições nacionais possam ter acesso a estes financiamentos”, sublinhou.
Para enfrentar essas baixas taxas de electrificação e a disparidade entre as zonas urbanas e rurais, o governo quer aumentar a taxa nacional de electrificação para 80% até 2030.
Por: Nautaran Marcos Có
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