UE APOIA GOVERNO GUINEENSE NA LUTA PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau afirma que qualquer projecto no país deve respeitar as leis da república, e que qualquer projecto não seja aprovado sem um prévio estudo do impacto ambiental e social
Falando esta quinta-feira (02/02) na celebração mundial do dia das zonas húmidas este ano sob o lema “as zonas húmidas para a redução de riscos e catástrofes”, Victor Madeira dos Santos, disse que é preciso parar os projectos de “falso desenvolvimento”.
“Contem com a União Europeia para ajudar-vos nesta luta. As leis do país têm que ser respeitadas e não podem ser uma equilibragem. Estou confiante que o ministro do ambiente vai reiterar o que foi dito, que é necessário que qualquer projecto no país respeita por lado a lei da república por outro que não seja aprovado sem que seja feito estudo prévio do impacto ambiental e sobretudo que as populações locais sejam conquistadas para objectivos da preservação”, defende.
Para o Director do IBAP, Alfredo Simão da Silva, as pessoas que concederam terrenos nos espaços não autorizados para construção devem ser responsabilizadas sendo que as zonas húmidas da Guiné-Bissau estão a ser ameaçadas.
O ambientalista denuncia ainda que este facto pode ser constatado na preferia da cidade de Bissau sobretudo na nova estrada da volta de Bissau, nos lugares utilizados recentemente para produção de arroz, hortaliça, plantação de canas e outras estruturas que estão a ser alterados e transformados em assentamento urbanos e zonas de grande armazéns, “contribuindo assim directamente na inundação e consequentemente na redução”
“O lema deste ano vem responder exactamente esta preocupação que não pode ser como o facto consumado. O IBAP entende que as leis da república devem ser cumpridas, algumas pessoas que concederam terrenos, espaços e os que autorizaram as construções devem ser responsabilizadas”, defende.
Entretanto, o Ministro do Ambiente Desenvolvimento Sustentável, Serifo Embalo, promete tudo fazer para preservar as zonas húmidas. “Defino-me a construção central em Buba, porque é uma questão nacional e internacional”.
“As equipas técnicas estão a trabalhar neste em relação aquilo que está a ser construído, para arranjar soluções duráveis para as populações em alternativas propomos a substituições daquele central”, explica.
O Dia Mundial das Zonas Húmidas evoca a criação, em 1971, da Convenção de Ramsar (no Irão) relativa à conservação e ao uso sustentável das zonas húmidas.
A data visa promover a cooperação internacional e incentivar as acções nacionais no sentido de promover uma gestão racional e sustentável das zonas húmidas.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bibia Mariza Pereira
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