“TRABALHADORES GUINEENSES ENFRENTAM PIORES MOMENTOS”, UNTG
A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) afirma que a classe trabalhadora guineense enfrenta piores momentos no que concerne à sua dignidade.
Esta é a afirmação do secretário-geral da maior organização sindical do país que falava hoje, após, a abertura do Seminário Nacional dos Trabalhadores da Guiné, sob o lema: “Oferecer um tempo oportuno de serviço de qualidade aos membros, para a revitalização das organizações sindicais do triplo "A" antecipação, agilidade e adaptação”.
Julio Antonio Mendoça disse ainda que o incumprimento da legalidade pelo executivo, é que resulta na presente situação que se vive no país, e cujos efeitos originam as consequências vigentes na vida dos trabalhadores e da população em geral.
“A classe trabalhadora enfrenta os piores momentos no que concerne a sua dignidade enquanto servidor público, tendo em conta o aumento abismal de custo de vida e com salário completamente desajustado, provocando assim a inflação galopante e completamento insuportável pelo povo consumidor, as consequências do incumprimento da legalidade pelo executivo tem hoje a consequências incalculável na vida dos trabalhadores e da população guineenses”, disse Júlio Mendonça.
O Secretário-geral da UNTG disse que estas situações podem suprimidas se houver boa-fé, compromisso sério com o princípio da legalidade consagrado no artigo 8 da constituição da República, diálogo sério entre Estado, a administração e a classe trabalhadora através das organizações sindicais.
No mesmo ato, o Conselheiro Especial do Presidente da República, Delfim da Silva, reconheceu que a Guiné-Bissau durante décadas pelo seu modelo económico, viveu à margem de um dinamismo produtivo. Para ele, sem uma economia política de desenvolvimento o país não vai vencer a pobreza.
“É verdade que durante décadas o nosso país pelo seu modelo económico completamente cristalizado viveu a margem de um dinamismo produtivo que deveria ter sido concebido para exportar o que nos produzimos com valor acrescentado o que não acontece, quando se exporta continuamente em bruto deixa de haver uma economia política propriamente de desenvolvimento, e sem uma política económica de desenvolvimento não vamos poder vencer a pobreza”, reconhece.
O seminário que se iniciou hoje vai decorrer até ao próximo dia 17 do mês em curso, e, destinado aos trabalhadores da Guiné, organizado pela maior organização sindical do país.
Por: Diana Vaz
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