TRABALHADORES DOMESTICOS QUEREM PROTECÇÃO JURIDICA
A Associação Nacional de Protecção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau (ANAPROMED-GB) solicita a aprovação de uma lei específica sobre trabalhadores domésticos
A solicitação foi transmitida aos microfones da Rádio Sol Mansi, no âmbito da Conferencia Nacional realizada, esta quinta-feira, em Bissau, sob o lema “Impunidade no Sector Domestica”
Segundo Sene Bacai Cassama, a única categoria dos trabalhadores guineenses que não despõe da protecção jurídica são os trabalhadores domésticos.
“Pedimos que seja aprovada uma lei sobre os trabalhadores domésticos porque esta pessoas precisam de protecção jurídica e também ajuda na dinamização das acções dos trabalhos da nossa organização”, exorta.
Em relação ao lema da Conferencia Nacional, Sene Cassama justifica a sua escolha porque é o sector mais penalizado pela Justiça guineense.
“Os órgãos da justiça estão a engavetar os processos das empregadas domésticas. Imagina que temos um julgamento à revelia, mas, até então, não conhecemos nenhuma sentença”, acusa.
Na mesma entrevista, Cassama anunciou que a associação já está afilhada na Federação Internacional dos Trabalhadores Domesticas e exige a ratificação da convenção por parte da Guiné-Bissau.
“Vamos começar uma campanha para fazer com que a Guiné-Bissau valida a convenção”, promete.
A Conferência Nacional da Associação de Protecção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau que decorreu sob o lema “Impunidade no sector Domestico” acontece no dia em que se recorda 2 anos que uma empregada de 13 anos foi vítima de queimadura com água quente pela própria patroa. O responsável quer que a data seja instituída como o dia nacional de Trabalhadores Domésticos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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