Tolerância Étnica. MOVIMENTO APONTA POLÍTICOS COMO MENTORES PRINCIPAL DO USO DA DIVISÃO TRIBAL
O inquérito do Movimento Nacional para a Promoção da Tolerância Étnica sobre as Causas e Consequências do Tribalismo na Guiné-Bissau aponta a classe política, como o mentor principal do uso da divisão tribal no país.
Os dados foram apresentados, hoje, na qual o movimento aproveitou para comemorar o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial.
O coordenador do movimento, Déncio Florentino Ié diz que o foco da sua organização, é trabalhar principalmente nesta época que se avizinha as eleições, para consciencializar a classe política que há uma necessidade da preservação da unidade nacional.
“ Os inqueridos mostraram que essas situações mais se verificam no seio dos políticos e a nossa preocupação é trabalhar sobretudo nesta época que se avizinha as eleições, onde cada um tenta tirar o seu proveito usando fins étnicos que é errado e a nossa missão é trabalhar para consciencializar a classe política que há uma necessidade da preservação da unidade nacional”, afirmou.
Ivanildo Paulo Bodjam, um dos oradores do tema nesta cerimónia, assegura que essas tendências de introduzir discursos ligados as etnias e religião, colocam em causa a boa convivência entre os guineenses.
“ Esses dados espelham o interesse em tomar as medidas que visam preservar esses ganhos onde a Guiné-Bissau outrora foi identificado como um país com alto nível de tolerância étnica e religiosa, mas que nos últimos tempos tem sido beliscado com um indicador muito preocupante sobretudo na arena política na qual são instrumentalizados pelos discursos de ódios que acabam por colocar em causa a boa convivência entre os guineenses”, referiu.
Ivanildo Bodjam mostrou ainda que há necessidade do estado mitigar os riscos dessas tendências evoluírem, o que pode ser detetados através dos discursos de ódios que existem, sobretudo na política que nas últimas eleições era notória e para essa que se avizinha é previsível.
Por: Diana Bacurim
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