TINIGUENA CRIA PROJECTOS DE EMPODERAMENTO DAS MULHERES

A Organização Não-Governamental – Tiniguena, continua a desenvolver junto da comunidade um projecto que pretende formar duas mil mulheres rurais nas regiões de Bafatá, Oio e Cacheu em questões relacionadas a liderança comunitária, ao conhecimento de direitos e da advocacia a favor da paz

A Tiniguena desenvolve o projecto, há seis meses, em parceira com o Programa Alimentar Mundial e com o financiamento do Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

Em entrevista exclusiva á Rádio Sol Mansi (RSM), esta segunda-feira (12/11), o coordenador do projecto “mulheres rurais garantes da produção, segura nos direitos e consolidação da paz”, Boaventura Rodríguez Santim, diz que o projecto visa promover a participação política das mulheres e tem como meta a formação de duas mil mulheres de 40 comunidade das regiões já seleccionadas.

“O projecto visa promover a participação política das mulheres, e nós temos como a meta a formação de duas mil mulheres em 40 comunidade nas regiões de Bafatá, Oio e Cacheu. Essa formação vai decorrer nas temáticas de gestão de conflitos, participação politica, advocacia, direitos humanos e direitos económicos e além de mais visa criar condições para que as mulheres possam trocar a experiência entre elas e com os seus pares, também ter um espaço de diálogo com as autoridades tanto nacionais como internacionais de modo que possam conhecer um pouco de aquilo que é o trabalho dessas mulheres”, explica.

O projecto é piloto e já leva seis meses da sua implementação nas comunidades das regiões de Bafatá, Oio e Cacheu. A intenção é ter em conta a diversidade de modo de vida da população existente no país e impacto desta diferença na forma de participação a nível do processo de decisores locais.

De acordo com o coordenador do referido projecto Boaventura Santim, na mesma entrevista á RSM, neste momento a Tiniguena está a levar a cabo trabalhos para aumentar a participação das mulheres, isto depois de diagnóstico feito no primeiro semestre.

“Neste momento nós estamos a fazer um trabalho após o diagnóstico em que se constatou que era pouca participação. Nós estamos a fazer um trabalho de promoção junto com as mulheres de fórum regionais de mulheres produtoras rurais nas regiões de Cacheu, Oio e Bafatá, no sentido que se possam ter um espaço de diálogo entre os pares, espaço de diálogo com as autoridades nacionais e internacionais de modo que possam apresentar as suas experiências e construir a solução conjunta das suas limitações”, garante.

Segundo o coordenador do projecto “Mulheres rurais garantes da produção, segura nos direitos e consolidação da paz ”, nos dias 28 de novembro a 6 de dezembro vai ter lugar, nas regiões seleccionadas, o fórum regional das mulheres produtoras rurais com as autoridades nacionais e internacionais.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga

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