“TEMOS PODER DE FAZER JUSTIÇA COM AS NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS DURANTE A NOITE CONTRA AS PESSOAS QUE NOS ESTÃO A HUMILHAR NO PAÍS”, diz CEMGFA

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (CEMGFA), Biaguê Na N’Tam, adverte que não vai permitir a difamação das forças armadas porque “temos poder de fazer justiça com as nossas próprias mãos durante a noite contra as pessoas que nos estão a humilhar no país”

O CEMGFA falava, na terça-feira (21), durante a cerimónia de reabertura do curso de capacitação dos comandantes de batalhões, nas instalações do Estado-maior do Exército (QG), desmentiu a informação relativa a um suposto sequestro do Presidente da CNE que diz que não corresponder à verdade e lembrou que os militares sempre se posicionaram contra o golpe de Estado e equidistantes do processo eleitoral.

Na Ntam disse que é difícil gerir o país durante cinco anos sem qualquer problema, e que os militares nunca permitirão qualquer perturbação na Guiné-Bissau.

“Como é possível os militares virarem o resultado eleitoral de 29 de Dezembro sem, no entanto, participar no escrutínio? (…) Portanto não vamos permitir a difamação das forças armadas republicanas, que libertaram a República da Guiné-Bissau, porque temos poder de fazer justiça com as nossas próprias mãos durante a noite contra as pessoas que nos estão a humilhar no país”, ameaçou.

Na mesma comunicação militar sustenta ainda que tinha sido convidado, em 2016, para fazer um golpe de Estado e tirar do poder o Presidente da República cessante, José Mário Vaz.

no entanto, afirmou que os militares nunca sequestraram o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Pedro Sambú, tendo acrescentado que o responsável da Comissão Eleitoral conta com uma protecção das forças de ECOMIB bem como da Polícia da Ordem Pública e elementos da Guarda Nacional

O Chefe de Estado-Maior denuncia a tentativa de participar na criação de “alas” e assaltar a presidência, mas os militares declinaram o convite.

“A missão das forças armadas é garantir a paz e a tranquilidade no país”, sustenta Biaguê.

O militar guineense informou que durante cinco anos, a classe castrense ficou calada, obedecendo apenas às leis da República para garantir e manter a paz e estabilidade no país, mas avisa que a partir desse momento jamais permitirão qualquer perturbação.

Também alertou que qualquer cidadão que sair à rua para colocar a Nação em perigo será detido e levado para o cemitério.

“Os militares não têm prisão”, ameaça.

“A lei eleitoral, no seu artigo 71, diz que é expressamente proibida a presença de elementos de farda nas assembleias de voto, ou seja, devem ficara 500 metros de distância e cumprimos a lei, portanto quero-vos informar que em nenhum momento os militares guineenses interferiram no processo eleitoral de 29 de Dezembro”, informou.

“Não é que os militares guineenses não possam fazer nada como também nenhuma força pode impedir-lhes de fazer o que quiserem, mas confiamos a nossa capacidade na manutenção da paz. Algumas pessoas fardadas fizeram campanha eleitoral, apoiando um candidato, mas não foram denunciadas, portanto não vamos permitir que essa árvore de paz que foi plantada na Guiné-Bissau seja estragada por quem quer que seja”, garantiu.  

O Chefe de Estado Maior das Forças Armadas assegurou que as forças armadas do país estão determinadas em defender e assegurar que a paz que a Guiné-Bissau vive não seja perturbada e avisa, no entanto, que os militares não vão permitir nenhuma ameaça, venha ela de quem vier.

“As forças armadas estão à altura de identificar os perturbadores e temos que identificá-los e estamos prontos para dar resposta a qualquer ameaça ou problema que surgir. A paz que se vive neste momento na Guiné-Bissau é graças às forças armadas, nem mais”, avisou para de seguida lamentar que os militares foram durante vários anos humilhados e desvalorizados.

Biaguê Na N’Tam notou igualmente que as forças armadas demostraram o seu valor durante a luta de libertação nacional e que agora o grande desafio é a reconstrução do país, por isso uma das suas missões mais importantes é construir uma escola militar na Guiné-Bissau, como forma de reduzir despesas e o dinheiro gasto na formação dos quadros militares no estrangeiro.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Fonte: O Democrata

 

Questo sito fa uso di cookie per migliorare l’esperienza di navigazione degli utenti e per raccogliere informazioni sull’utilizzo del sito stesso. Leggi di più