TÉCNICOS DE SAÚDE QUE TRABALHAM NA ÁREA DA COVID 19 AMEAÇAM SUSPENDER OS TRABALHOS NA PRÓXIMA SEMANA
O coletivo de técnicos de saúde afectos ao serviço de covid-19 do Hospital Nacional Simão Mendes ameaça paralisar os serviços no próximo dia 23, quinta-feira.
A paralisação, segundo os funcionários, vai ser suspensa só depois do pagamento dos 8 meses de salário em atraso.
Em conferência de imprensa, Admilson Mendes, porta-voz do colectivo adverte que durante a paralisação só vão prestar o serviço mínimo.
“Se as situações não forem regularizadas de forma que estão a perspetivar significa que até ao dia 23 vamos à greve. O que vamos garantir é só o serviço mínimo e todos samos como é difícil principalmente no serviço de triagem”, alerta.
Os funcionários disseram ainda que com o serviço mínimo vários pacientes vão ficar sem atendimento médico e chegaram aos 8 meses sem salário é foram esgotados todos os mecanismos de diálogo com o patronato.
“A greve vai ser de forma fraccionar, a primeira fase é de 7 dias e esperamos que quem de direito se pronuncie e se não tivermos a resposta eficaz vamos começar a segunda vaga da greve e assim sucessivamente”, garante.
Admilson disse, ainda que é desumano o que estão a passar neste momento e apela as autoridades a assumirem as suas responsabilidades.
“Já estamos mais de 8 meses sem os nossos subsídios de riscos (...), mas não é só o problema de subsídio que está em causa embora neste momento seja o mais preocupante”, explica.
Os funcionários dizem que todos os dias são obrigados a deslocar ao hospital para o cumprimento das horas laborais mas já foram dados há quase um ano os seus respetivos subsídios para o transporte e alimentação.
“Isso é desumano, é de direito nosso e medidas devem ser tomadas”, exorta.
O coletivo é formado por técnicos de deferentes especialidades da saúde pública.
Por: Miraide da Silva
Imagem: Arquivo Internet
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