SINJOTECS LAMENTA FORMA COMO JORNALISMO ESTÁ A SER EXERCIDO NOS ÚLTIMOS 5 ANOS NO PAÍS
A presidente do conselho nacional do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS), disse que nunca é visto antes, a forma como está a ser exercido o jornalismo nos últimos 5 anos no país.
Paula Melo falava hoje, em Bissau na cerimónia de abertura do segundo conselho nacional do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social e o 15º encontro nacional das rádios comunitárias.
“ É exigida de nós uma actuação responsável, onde a ética e a deontologia devem estar acima de qualquer interesse, seja ele pessoal, de grupos ou outros. Nunca antes a profissão de jornalismo foi exercida neste país como nos últimos cinco anos, é triste” lamenta, avisando que um profissional de comunicação quando “ tem domínio de qualquer assunto” não deve abordá-lo, senão arrisca-se apenar “a desinformar” e não fazer o seu trabalho como profissional. “O nosso dever é produzir e publicar, emitir e difundir informações que são de qualidade profunda e esclarecedora”.
A presidente do SINJOTECS, Indira Correia Balde, pediu aos profissionais de comunicação social a continuarem a fazer os seus trabalhos para o desenvolvimento do país.
“ Continuemos a trilhar o caminho de desenvolvimento porque também fazemos parte e, pedir mais uma vez aos colegas que no dia-a-dia de nosso trabalho observemos a ética e a deontologia profissional, que são princípio basilares da nossa profissão” realçou a sindicalista.
Para Indira Correia Balde a profissão de jornalismo é uma “ profissão ingrata”, e a cada dia exige de seus profissionais muita responsabilidade e encoraja a todos que no fim de cada dia façam um balanço dos seus trabalhos, porque “ só assim podem fazer um jornalismo responsável, contribuir para a democracia e a democratização do país”.
O conselho nacional do SINJOTECS teve como ordem do trabalho, apresentação de relatório e actividades anual, apresentação do plano de actividade perspectivado para o ano 2020, reflexão sobre o contributo da imprensa guineense nas últimas eleições realizadas no país, fraquezas e virtudes, exercício sobre abordagens e éticas e deontologia profissional, os desafios da imprensa guineense e ainda foi realizado uma conferência sobre monitorização de reformas prioritárias e políticas públicas.
No 15º encontro nacional das rádios comunitárias que vai começar os trabalhos no sábado, vão ser debatidos temas ligados ao quadro jurídico da Guiné-Bissau, lei de paridade contra a violência de género, papel das rádios comunitárias na gestão de conflitos comunitários, dinâmica da cooperativa, os desafios das rádios comunitárias e o funcionamento em rede e ainda gestão das empresas medias.
Por: Anézia Tavares Gomes
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