SINETSA AMEAÇA COMEÇAR TERCEIRA VAGA DA GREVE
O Sindicado Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA) anuncia uma terceira vaga de greve de 30 dias no sector da saúde a partir de próximo dia 1 de Novembro.
A projecção da paralisação foi anunciada, esta sexta-feira, (30 de Outubro), dia em que terminou a segunda vaga da greve que vinha a decorrer no sector.
Nesta terceira vaga, o sindicado continua a exigir a regularização da carreira, os pagamentos das dívidas em atraso e subsídios de vela e ainda melhores condições de trabalho.
Em conferência de imprensa, hoje (30), o presidente da comissão negocial da greve, Ensa Balde, acusa o governo de não mostrar interesse em resolver a questão da greve no sector de saúde.
“Só continua a invocar que os pontos constados no caderno reivindicativo já foram cumpridos, ou seja, estão a fazer os seus trabalhos políticos para confundir a opinião pública”, acusa o responsável acrescentando que desde o início das suas paralisações sempre prestam “os serviços mínimos” nos diferentes hospitais e centros de saúde ao nível nacional, mas devido a situação em que o ministério de finanças mandou “reter os salários” dos técnicos de saúde não poderão mais fazê-lo.
“O que sabemos é que com greve devemos ser descontados os salários, mas não necessariamente deixar de pagar, porque a greve não era durante 30 dias, com isso não estaremos em condições de cumprir com os serviços mínimos”, lamenta.
O sindicalista disse que, desde o início da primeira vaga da greve até aqui, o governo só procedeu ao pagamento dos meses de Agosto e Setembro aos contratados, mas o resto dos pontos em caderno reivindicativos estão “intactos” ainda continua haver falta de interesse por parte do governo que “só ameaça os sindicatos”.
“Não entendemos quando o ministro das finanças disse, que não tem nenhuma divida com os profissionais de saúde, será que para ele as dívidas com subsídios de velas e isolamentos não são dívidas?” Questiona Ensa Balde.
O Sindicado Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA) continua a exigir o pagamento de 16 meses de salario aos contratados, 4 meses aos técnicos do serviço pediátrico, 34 meses de subsídio de isolamento e 24 meses de subsídio de vela aos técnicos de saúde, apesar do ministro das finanças ter declarado, ontem, que o governo não tem nenhuma divida atrasada com os funcionários do sector de saúde até Março de 2020.
Por: Anézia Tavares Gomes
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