“SE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO CUMPRIR COM OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS COM CEDEAO POLITICAMENTE ESTÁ A SUICIDAR-SE” - diz politólogo

 O politólogo guineense considera de suicido político se o Presidente da República cessante não cumprir com as orientações dos seus pares durante a última cimeira da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO)

A consideração de Rui Jorge Semedo feita, esta manha (03), a propósito da data que os chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) instruiu ao presidente José Mário Vaz, para exonerar o Procurador-Geral da República e nomear um novo com base no consenso e a formação do governo até hoje (3 de julho).

“Neste momento aguarda-se com muita espectativa, a nomeação do novo elenco governamental, porque é uma condição objectiva que vai permitir o país a andar do ponto de vista da governação assim como da cooperação, para assumir algumas agendas no plano internacional”, admite.

“Se o Presidente da República não cumprir com as obrigações que ele assumiu com os seus pares (líder dos países da CEDEAO), politicamente está a suicidar a se mesmo. Aconselha

“Nós vimos a nível da interpretação que hoje a comunidade internacional tem ao respeito do Presidente da República, a sua popularidade no cenário internacional, agora não é dos melhores, corre o risco de uma acção mais robusta da CEDEAO, que não vai ser bom, tanto para ele assim como o país”.

Para o politólogo que é também o comentador permanente dos assuntos políticos da Radio Sol Mansi (RSM), a exigência da CEDEAO em exonerar Bacar Biai, no cargo da Procurador-Geral da República e nomear um novo na base do consenso é para que no momento da deposição das candidaturas dos que querem concorrer nas presidenciais de 24 de novembro sejam impedidos.

“É necessário o equilíbrio tanto do presidente assim como do governo, para arranjar uma pessoa que será realmente um procurador que não vai ter dois pesos e duas medidas. Porque uma das grandes precauções que a CEDEAO leva em consideração neste assunto, é para que no momento da deposição das candidaturas para presidências seja levantada um processo que possa impedir alguém de concorrer devido a perseguição, mas sim um Procurador-Geral da República que vai trabalhar com base dos preceitos constitucional sem qualquer manifestação da perseguição”, explica.  

Ontem (02 de julho), o Presidente da República cessante exonerou o Bacari Biai do cargo do Procurador-Geral da República e mas tarde reuniu com o primeiro-ministro, Aristides Gomes, para os detalhes sobre a nomeação de um novo governo.

Depois do encontro Aristides Gomes, não prestou nenhuma declaração à imprensa. O que tudo indica contínua ainda impasse em torno de nome de alguns membros do governo assim como do novo Procurador-Geral da Republica.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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