PRS CONSIDERA DE NEPOTISMO A NOMEAÇÃO DOS CONSELHEIROS E ASSESSORES DO PRIMEIRO-MINISTRO

O partido da Renovação Social (PRS) juntou a voz, esta terça-feira, (16 de julho) aos que criticam a nomeação de 22 conselheiros e assessores do primeiro-ministro Aristides Gomes.

Numa conferência de imprensa, o líder da bancada parlamentar do PRS Sola Nquilin Nabitchita diz que esta nomeação por excesso viola os princípios da razoabilidade.

“ Estes actos administrativos de nomeações, por excesso, de 22 conselheiros e assessores violam, sobremaneira, os princípios da razoabilidade e da racionalidade- pressupostos basilares de uma boa governação”, diz para depois apontar só pode ser intenção deliberada e maligna de enganar a opinião publica nacional declarar que as nomeações não acarretam custos ao tesouro publico, “ isto é, ao orçamento geral de estado já por si deficitário”.

Nesta ordem de ideia, Sola denunciou que, segundo o mesmo despacho, os conselheiros e assessores auferem de direitos e regalias equiparadas aos Secretários de estados em função “ o que equivale a um salario mensal líquido de 1.320 milhões de francos CFA a cada um, quantia superior as pensões e subsídios vitalícios que os recém-nomeados auferem”.

Para o deputado, estas nomeações indicia actos de nepotismo na gestão pública e garantiu que a sua bancada parlamentar irá mover uma queixa no tribunal para repor a legalidade.

“ Posto isto, consideramos que estas nomeações indiciam actos de nepotismo, clientelismo, servilismo e de corrupção na gestão pública para isso, a nossa bancada irá apresentar uma moção de censura ao governo junto com uma queixa-crime para repor a legalidade”, avisa Sola Nquilin.

“ Nomeações irracionais e provocatórias”

Entretanto, o Movimento para a Alternancia Democratica- MADEM-G15 considerou a nomeação dos conselheiros e assessores de “irracionais, abusivas e provocatórias e vem provar que o PAIGC é incapaz de proceder a realização de grandes reformas estruturantes e resolver os gritantes problemas sociais e económicos que criou e que afligem o povo guineense”.

Ainda assim, MADEM repudia a medida que considera de esbanjamento inédito do erário público, numa altura em que o governo do PAIGC “não consegue honrar a tempo, os seus compromisso básicos com os trabalhadores, concretamente, o pagamento regular e atempado dos salários aos servidores públicos”.

De referir que o primeiro-ministro, Aristides Gomes, desdramatizou as críticas à nomeação de 13 conselheiros e sete assessores para o seu gabinete, salientando que a medida não representa grandes encargos para os cofres do Estado.

Por: Nautaran Marcos Có

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