PR DIZ TER ENTRADO NO MARCO HISTÓRICO DE SIMBOLISMO NO PROCESSO DE ESTABILIZAÇÃO DA DEMOCRACIA
O Presidente da Republica da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, considera de um marco histórico o facto de, após 25 anos da abertura democrática, ser o primeiro presidente guineense a concluir o seu mandato
Para Mário Vaz isso é um marco histórico pleno de simbolismo no processo de consolidação e estabilização do regime democrático na Guiné-Bissau.
O presidente diz que o crédito é estendido a cada um dos Guineenses que com sentido de “responsabilidade e de patriotismo, contra ventos e marés, contra investidas desestabilizadoras em catadupa constante, prestaram o seu contributo abnegado para a concretização deste importante desiderato”.
José Mário Vaz, no discurso à nação, neste domingo (23), dia que terminou oficialmente o seu mandato como presidente, voltou a referir que, durante o seu mandato, não houve nenhum tiro nos quartéis e que ninguém foi assassinado ou espancado por razões políticas.
“Revisitando 23 de Junho de 2014 à presente data, posso dizer, orgulhosamente, que o nosso país mudou, hoje vive-se um ambiente de Paz civil e a estabilidade interna. Durante os cinco anos do meu mandato não houve um único tiro nos quarteis, pela primeira vez, não houve tentativas de golpe de Estado. No nosso país há total liberdade de manifestação”, sustenta.
Para José Mário Vaz, a razão de tanta incompreensão e ataques das elites que foi alvo durante os últimos anos, tem a ver com a sua posição assumida como chefe de Estado em resgatar a constituição e as leis para a reafirmação do Estado como propriedade colectiva.
Fazendo olhar sobre o seu cinco anos de mandato, como Presidente da República, o chefe de Estado disse que verificou-se demasiada liberdade de imprensa e, em alguns casos, foi difamado e injuriado nos órgãos de comunicação social, mas sempre teve tolerância.
“Essa liberdade até tem sido abusivamente usada em campanhas de difamação e injúria contra o mais Alto Magistrado da Nação, algo que era impensável antes do meu mandato como Presidente. Mas a tolerância é apanágio de quem dirige um povo com justiça e bom coração. Estas foram as verdadeiras mudanças”.
O Chefe de Estado apela à união de todos para a construção do país e justificou a mudança de 7 governo, durante os cinco anos do mandato, pelos desafios que eram colocados ao país.
As forças armadas guineenses e as forças da ECOMIB foram elogiadas pelos trabalhos desenvolvidos.
“Uma saudação muito especial às nossas Forças de Defesa e Segurança, os nossos Militares e Paramilitares, o vosso papel foi determinante para a Guiné de Paz e de liberdade que hoje vivemos e com muito orgulho vos louvo, enalteço e agradeço, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas. Uma palavra de apreço às mulheres e homens que integram a missão da ECOMIB, que continuam a prestar um serviço exemplar no nosso país”, refere.
Mário Vaz espera o cumprimento escrupuloso do regimento da Assembleia Nacional Popular e a conclusão da constituição da mesa do parlamento.
“Que nas próximas sessões da Assembleia Nacional Popular possa haver entendimento para a constituição da mesa e cumprindo escrupulosamente o regimento daquele Órgão, em prol do bem-estar do povo Guineense”, exorta.
Para corrigir os futuros erros, José Mário Vaz convida todos os guineenses para uma reflexão sobre as falhas e os ganhos destes cinco anos de mandato, que oficialmente terminou, ontem.
Sobre o facto as vozes recolhidas pela Radio Sol Mansi criticaram a actuação do Presidente da República, que foi aquém das espectativas do povo, por isso alguns defendem que não deve recandidatar-se às próximas presidenciais.
Para alguns, embora os erros, o presidente Mário Vaz não é um ditador por isso não ouve assassinatos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djalo
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