“PODE-SE CHEGAR UM MOMENTO ONDE O APELO DO PAIGC NÃO SERÁ OUVIDO E VAI SE INSTALAR O CAUS NO PAÍS” – líder do PAIGC
O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) alerta que o país poderá embrulhar-se em caus e anarquia caso os guineenses se revolucionarem contra atual momento sociopolítico do país.
Domingos Simões Pereira falando, hoje, em entrevista à Rádio Sol Mansi, disse que até agora a situação está controlada porque os apelos à paz e a tolerância está a ser ouvida.
Nãos obstante, Simões Pereira diz temer que a situação poderá ficar pior se o povo parar de ouvir o seu apelo a calma.
“Estas autoridades nunca esconderam a sua verdadeira natureza. Mas têm que perceber que há limite para todos. (…) O PAIGC apesar de toda a ameaça e de toda a agressão continua a fazer a apologia da ordem e da paz mas, é óbvio que pode-se chegar um momento onde a voz do PAIGC poderá deixar de ser ouvida e vai se instalar o caus e a anarquia e, quem pensa que vai se beneficiar disso vai ser surpreendido”, adverte o líder do PAIGC.
As declarações de Domingos Simões Pereira foram proferidas a precisamente uma semana da invasão a sede do PAIGC por forças de segurança sob alegação do cumprimento do despacho de um juiz, Lassana Camará.
No entanto, na mesma entrevista, Simões Pereira acusa a presidência da República de estar envolvida nos atos de sequestros dos ativistas políticos guineenses.
O líder do PAIGC disse que tudo o que acontece no país, “porque o próprio Umaro Sissoco Embaló tinha afirmado que iria interferir no congresso do PAIGC na realização do congresso do PAIGC que mesmo que o PAIGC ganhasse as eleições com todos os lugares se daria posse a elementos do partido”.
“É a confirmação deste Estado de autocracia e de ditadura no país”, disse.
Domingos Simões Pereira disse que vários militantes do PAIGC ainda continuam a precisar de tratamento médico no exterior, isto é, depois da invasão das forças de segurança à sede do partido, horas antes do início da realização do X congresso.
Também, esta manhã, em uma conferência de imprensa da comissão para diálogo e reconciliação interna do partido, Domingos Simões Pereira nega as acusações do ministro de Estado e do interior de que o diretor do seu gabinete teria sido agredido dentro da sede do PAIGC.
Simões Pereira disse que esta acusação que não corresponde a verdade afirmando que a atuação das forças de segurança não representa a “boa imagem” para o país.
Segundo a direção do Partido uma nova data será agendada para a realização do X congresso.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Ussumane Mané
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