PLATAFORMA POLÍTICA DAS MULHERES PROMOVE SEMINARIO SOBRE PARTICIPAÇÃO FEMININA PARA DESENVOLVIMENTO DO PAÍS
O ministro da defesa e dos combatentes da liberdade da pátria, Luís Melo, considerou esta quarta-feira (29/1), que o número dos efectivos femininos das forças armadas está longe daquilo que é considerado racionalmente aceite.
O governante falava na cerimónia de abertura do seminário de um dia sobre participação feminina para o desenvolvimento económico, social, cultural e político da Guiné-Bissau, promovido pela Plataforma Politica da Mulher da Guiné-Bissau.
Onde Luís Melo reconheceu igualmente os esforços que as mulheres das respectivas instituições têm empreendido para a promoção da igualdade e equidade do género “não obstante a existência de alguns focos de resistência a esse direito internacionalmente reconhecido”.
“ Ainda que os números estão longe daquilo que é racionalmente aceite, mas de 11% dos efectivos das forças armadas são mulheres, não podemos ignorar os esforços feito nos últimos recrutamentos militar o que nos permitiu sair de 7% para mais de 11% neste momento”, diz para depois realçar que “ se país tivéssemos mulheres no centro das decisões, certamente não colocaríamos em evidência a questão da paz, da estabilidade, da união, da solidariedade e consequentemente do desenvolvimento que sempre procuramos”
O secretário de estado de segurança e ordem pública, Mário Saiegh, mostrou-se orgulhoso pela conquista das mulheres guineenses ao longo dos últimos 30 anos.
“ Vocês conquistaram uma posição social que hoje ninguém pode desprezar a voz feminina em todos os sectores da vida social, principalmente na política, mas acho que ainda falta para massificação de opinião e ideias femininas, buscar as mulheres nos campos para assim puderem por ordem neste país”, atenta Saiegh.
A presidente da Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau Silvina Silva Tavares encorajou desde logo mulheres e meninas, principalmente as de forças de defesa e segurança a apostarem nos desafios do mundo que está em constante mutações porque “ na perspectiva da PPM, a participação nas instâncias de decisão não é e nem será dada de bandeja, mas sim ela é conquistada com suor lado a lado dos homens, assim como os nossas valentes e gloriosas heroínas durante a luta da libertação”.
Por: Anézia Tavares Gomes
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