PJ DETÉM CIDADÃO NACIONAL COM VÁRIOS DIPLOMAS FALSOS
A directora da Polícia Judiciar (PJ) confirma a transição ao ministério público do processo do cidadão nacional detido por ter apresentado vários certificados de formação falsos
O cidadão em causa de 35 anos foi detido semanas atrás na sequência de uma investigação aberta por fraude documental ao concurso de recrutamento num Projecto no Ministério da Educação Nacional.
O suspeito era titular de vários diplomas falsos de licenciatura e mestrados alegadamente concedidos pelas universidades brasileiras.
De acordo com a directora da PJ o processo do suspeito seguiu os transmite legais e já está sob alçada do Ministério Público.
Entretanto, sobre a detenção pela PJ de um cidadão nacional com certificados de formação falsos, o ministério da educação e da saúde pública reagiram em nota de imprensa, esta terça-feira (23), afirmando que tomaram conhecimento da detenção do suspeito através das autoridades competentes.
O Ministério da Educação Nacional e da Saúde Pública sustentam que esta situação “não é tolerável” e atenta contra a idoneidade desejável e requerida de um sistema do ensino e de saúde de qualidade.
No sentido, para pôr cobro a falta de rigor na selecção de docentes o ministério da educação e da suade publica informam que um processo de averiguação da conformidade dos docentes em exercício com requisitos necessários à pratica da docência medica vai ser instaurado, no sentido de examinar criteriosamente a actual situação e recomendar medidas a serem tomadas “com caracter de urgência” por forma a sanear eventuais fraudes que possam existir e prevenir futuras ocorrências.
Gravidade das pessoas com certificados falsos
Ainda continuam a surgir reacções preocupantes na sequência desta detenção. Hoje (24), a Plataforma Nacional da Associação Académica do Ensino Médio e Superior do país diz ser grave ter pessoas com certificados falsos de formação que trabalham sobretudo no sector da saúde
O Presidente da Plataforma Nacional de Associação Académica do Ensino Médio e Superior do país, Erickson Ocante Ié, condena o acto e alerta no perigo que poderá ter para o sector de saúde.
Para Erickson Ocante Ié, qualquer ingresso na universidade deve ser mediante um processo de concurso público.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djaló / Quina Nhaté
- Created on .