PERITOS GUINEENSES PREOCUPADOS COM QUESTÕES AMBIENTAIS NO PAÍS
O mundo celebra, esta quarta-feira, 05 de Junho, o dia mundial do meio ambiente. O lema escolhido este ano é “poluição do ar”. Data comemorada numa altura em que, na Guiné-Bissau, intensificam a construção das casas nas zonas húmidas
Na Guiné-Bissau, sobretudo na zona norte do país, as bolanhas têm sido afectadas com a subida da água salgada, e o facto motiva a fuga dos jovens para zona sul do país a procura de campo agrícola e de plantação de caju para sobrevivência. Os especialistas alertam no perigo que o facto constitui ao meio ambiente e a vida das pessoas.
Aproposito deste dia, a Rádio Sol Mansi (RSM) falou com o director geral do ambiente, Viriato Cassama, especialista na adaptação às mudanças climáticas e mestre na gestão dos recursos naturais.
Viriato explica que o lema deste ano quer chamar atenção também dos guineenses de que qualquer investimento tem que ter em conta o estudo do impacto ambiental consistente, caso contrario vai ameaçar o conceito macro que é o desenvolvimento sustentável.
No que concerne a vulnerabilidade da Guiné-Bissau face a questão climática, especialista na adaptação as mudanças climáticas e mestre na gestão dos recursos naturais, Viriato Cassama, defende que o facto tem a ver com o aspecto geomorfológico.
Ainda sobre o tema deste ano «poluição do ar», entrevistado pela RSM, o especialista na medicina geral e integral, Zito Sambu, diz que os fumos inalados das viaturas e lixos constituem um perigo á saúde pública.
A RSM também ouviu a versão do engenheiro hidráulico guineense, Eugénio Ampa, que aponta o factor climático e a diminuição da chuva como principal causa da sabida da água salgada nas bolanhas.
Entretanto, em mensagem sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, o secretário-geral da ONU, António Gutierres, afirmou que o ambiente enfrenta perigos sem precedentes e causados pela actividade humana.”
O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972, com o objectivo de promover actividades de protecção e preservação do meio ambiente, e alertar o público e governos de cada país sobre os perigos do mundo em que vivemos, e na Guiné-Bissau o governo não realizou nenhum ato para assinalar o dia.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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