PAÍS REGISTA DESGASTE PROGRESSIVO DO ECOSSISTEMA
A Secretaria de Estado do Ambiente diz, hoje (11), que devido a evolução das sociedades e às mudanças climáticas, a Guiné-Bissau está a testemunhar uma degradação gradual do ecossistema e do empobrecimento das comunidades
Quite Djata falava na abertura dos trabalho de lançamento do projecto de protecção e restauração de mangais e paisagem produtiva para fortalecer a segurança alimentar e mitigar as mudanças climáticas no país.
“Por motivos relacionados à evolução das sociedades e às mudanças climáticas testemunhamos, actualmente, uma degradação gradual do ecossistema e do empobrecimento das comunidades”.
Segundo ela, a degradação de mangais e das florestas contribuem para o aumento dos fenómenos da erosão e de sedimentação, fenómeno esses que se verificam sobretudo nos nossos rios, entre outros, nos rios Geba e Mansoa.
“Todo esse fenómeno e da própria gestão de água nos sistemas de cultivo do arroz de bolanha tanto da água salgada como da doce, provocam a vulnerabilidade à segurança alimentar e a ameaça concomitantemente a subsistência das comunidades locais”
De acordo ainda com Quite Djata a execução deste projecto requer uma abordagem participativa que exigira de todos a contribuição técnica e as trocas de experiencias.
“A execução deste projecto requer uma abordagem participativa que exigirá de todo nós (as instituições do governo, as ONGs, os projectos em curso com iniciativas similares a participação), a contribuição técnica e a concertação bem como as trocas de experiencias. O envolvimento das comunidades dos sitos de intervenção do projecto que deverão estar activamente engajadas em todas as etapas e os processos de tomada de decisão que sejam relevantes para sua situação, incluindo a definição e a implementação da solução de restauração preferida”
Quite encoraja ainda a participação igual entre homens, mulheres e jovens.
Projecto de protecção e restauração de mangais e paisagem produtiva para fortalecer a segurança alimentar e mitigar as mudanças climáticas no país é financiado pelo Fundo Mundial do Ambiente (GEF), implementado pela UICN e executado pelo IBAP conjuntamente com outras direcções gerais concernentes do Ministério da Agricultura e da própria Secretária de Estado do Ambiente.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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