PAIGC REVOLTADO COM PAGAMENTO DE MAIS DE TRÊS BILHÕES DE cfa AO LÍDER DO MADEM-G15
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) garantiu hoje (27) que vai mover uma queixa-crime contra o governo por ter liquidado a favor do Braima Camará um valor de três bilhões, cento e oitenta e quatro milhões e oitocentos e quarenta e dois mil francos CFA.
Segundo o advogado do partido Suleimane Cassama, desse valor, já foram pagos quinhentos milhões de francos CFA restando por pagar dois bilhões e cento e oitenta e quatro mil francos cfa
“ (…) Através do tesouro público, foi liquidado a favor do grupo Malaika, propriedade do coordenador do partido Madem-G15, Braima Camará, um montante de três bilhões, cento e oitenta e quatro milhões e oitocentos e quarenta e dois mil francos CFA (3.184.842.278). Deste valor, já foram pagos quinhentos milhões de francos cfa restando por pagar dois bilhões, cento oitenta quatro mil, duzentos setenta e oito francos “, diz para depois acrescentar que “ este valor é no mínimo, duas vezes superior ao valor investido na construção e funcionamento do hotel Malaika incluindo todo o seu mobiliário e equipamentos”.
O pagamento deste montante, segundo o advogado, não evidencia os motivos do mesmo, porquanto faz apenas referência a aquisição e construção, não tendo dado mais especificações.
O advogado denunciou também o pagamento de duzentos e setenta e cinco milhões seiscentos e cinquenta e cinco mil e duzentos e oitenta e cinco francos cfa ao ministro Victor Mandinga, acrescentando depois que esses pagamentos reflectem a troca de favores entre um grupo de políticos que mantém sequestrado o país e o povo guineense, roubando e delapidando os cofres do tesouro público.
O causídico lembrou igualmente o pagamento de mais de seiscentos milhões de francos cfa ao ex-presidente José Mário Vaz, adiantando que “ é para o premiar pela prática de actos de corrupção em que se envolveu, prejudicando o povo, nomeadamente os dez milhões de dólares provenientes de angola, Funpi e pelo facto de ter ilegalmente entregue o poder ao actual regime golpista”.
Por outro lado, o advogado do PAIGC manifestou a sua estranheza que “com todo esses casos com provas que indiciam o cometimento de crimes de natureza económica, estejam alguns já com processos engavetados e outros a serem ignorados pelo Procurador-geral da Republica que tem enveredado por um discurso populista de combater a corrupção”.
“ Discurso esse que, se assenta em pura falácia e falsidade, sendo por isso impossível a sua observância na prática”, concluiu.
A nomeação de dois senegaleses nas alfândegas de Gabú e São-Domingos não escapou a crítica do advogado que a considerou de vergonha nacional.
Por: Nautaran Marcos Có
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