ORGANIZAÇOES DE SOCIEDADE CIVIL EXIGEM NOMEAÇÃO DO NOVO PRIMEIRO-MINISTRO “NO PRAZO MAIS CURTO POSSÍVEL”
As Organizações da Sociedade Civil guineenses exigiram do presidente da República a nomeação no prazo mais curto possível, o primeiro-ministro saído das eleições de 10 de Março e a marcação de eleições presidenciais.
A exigência na voz do presidente da Liga Guineense dos direitos Humanos Augusto Mário da Silva foi anunciada depois de reunião do fórum de concertação social para analisar o actual momento político, social e económico do país.
“ A sociedade civil manifesta a sua profunda preocupação e repudio pelo facto de volvidos mais de 70 dias após as eleições legislativas de 10 de Março, ainda não haver um governo legitimado nas urnas a frente dos destinos do país, para isso exigimos do presidente da Republica a nomeação no prazo mais curto possível o primeiro-ministro saído das últimas eleições de forma a concretizar a vontade popular manifestadas nas urnas”, exigiu a sociedade civil.
As organizações da sociedade manifestaram a sua indignação pela forma como os "partidos políticos têm vindo a demonstrar pouca sensibilidade e respeito pelos compromissos públicos assumidos perante o povo e a Nação, como por exemplo, o Pacto de Estabilidade Política e Social, assinado em 14 de fevereiro de 2019".
Por outro lado, exigiram igualmente o presidente da República, a marcação da data das eleições presidenciais observando o cronograma eleitoral proposto pela Comissão Nacional de Eleições, CNE.
A sociedade civil guineense está também preocupada com a deterioração das “condições de vida da população guineense, agravada pela corrupção generalizada e institucionalizada, gerando a incapacidade dos órgãos da Administração Pública em satisfazer as necessidades colectivas nos mais variados sectores da vida nacional”.
A CNE propôs a realização de eleições presidenciais em 03 de novembro, segundo o cronograma.
Na declaração pública lida à imprensa, as organizações da sociedade civil encorajam também as forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau a "continuarem a observar os princípios republicanos que regem as suas actuações" e apelam à população para se manter atenta e intransigente na "defesa e preservação das conquistas democráticas.
A sociedade civil guineense está também preocupada com a deterioração das "condições de vida da população guineense, agravada pela corrupção generalizada e institucionalizada, gerando a incapacidade dos órgãos da Administração Pública em satisfazer as necessidades colectivas nos mais variados sectores da vida nacional".
Dois meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau ainda não foi indigitado pelo presidente guineense e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.
Por: Nautaran Marcos Có
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