MILITARES ACUSADOS DE ASSASSINAR CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS PEDEM JUSTIÇA
Os dez militares presos por tentativa de assassinato do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntam, em Dezembro de 2017, já estão em liberdade e o processo arquivado definitivamente
Os acusados já se encontram em liberdade desde final de novembro do ano de 2018.
Esta quinta-feira (24), promoveram uma conferência de imprensa, na casa dos direitos, em Bissau, para esclarecer sobre a acusação e dizem ser humilhados publicamente.
O advogado da defesa dos militares, Ricardino Nancassa, diz que o processo foi arquivado definitivamente por falta de provas, e considera de infeliz o processo de acusação contra os dez militares.
“Depois de 11 meses, o mesmo tribunal diz que estes militares não tentaram assassinar o chefe de Estado-maior e dos outros crimes que eles são acusados, o juiz da instrução criminal depois de debate mandou arquivar definitivamente o processo. A própria promotoria que fez as acusações participou no debate e foi notificado e não recorreu porque todas as estacas para acreditar o crime contra estas gentes estavam desmoralizados. Hoje o Tribunal Militar diz que o processo acabou e depois de 11 meses quem vai reparar estes danos”, questiona.
Ricardino Nancassa diz que os acusados querem informar a opinião pública de já estão em liberdade e sem nenhuma acusação porque corre-se o risco da sociedade continuar a vê-los como perturbadores da Guiné-Bissau.
“O processo foi infeliz”, diz o advogado.
Ricardino Nancassa considera ainda de desumana a condição que se encontravam os detidos e se não fosse a UNIOGBIS os militares já teriam morrido na prisão.
“Quando alguém faz acusação (promotoria do Tribunal Militar e Ministério Publico) é obrigada a acompanhar quando há irregularidade para denunciar que há irregularidades, e isso não aconteceu com estes militares, há magistrado dentro do Tribunal Militar que sai com sequela moral neste processo”
Em nome dos militares acusados e detidos, Buoata na Ieté, pediu a continuidade da lei sobre o processo tendo em conta a humilhação de que os seus familiares foram vítimas.
“A lei nos prendeu e agora queremos que a lei acompanha muito bem o processo, porque fomos presos durante 11 meses e as nossas famílias ficaram humilhados”
Entre os acusados e detidos, estavam um tenente, um major, um capitão e um 2º sargento, bem como seis soldados não graduados, ambos foram libertados em Novembro último depois de 11 meses de pressão.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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