Liberdade de Imprensa: “POLÍTICA INFLUÊNCIA NO EXERCÍCIO DO JORNALISMO NA GUINÉ-BISSAU”
A Associação de Mulheres Profissionais de Comunicação Social considera que há influencia política no exercício de profissão na Guiné-Bissau, segundo o inquerito realizado nos últimos meses a cem (100) jornalistas, sobre a condição dos jornalistas na Guiné-Bissau.
O estudo realizado no ambito da monutoria de direitos e liberdades, empoderamento de mulheres e jornalistas em contexto de instabilidade, divulgado esta quarta-feira alusiva a celebração do Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, demostra a falta da independência económica dos jornalistas guineenses, bem como a interferencia política nas tarefas dos profissionais da comunicação social e a falta de vontade política em garantir a liberdade de imprensa e de expressão.
A recente decisão do governo que ordenou o incerramento de Rádios por falta de pagamento de taxas de emissão, aponta como exemplo das dificuldades por que passam os órgãos de comunicação social do país.
No relatório, a Associação de Mulheres Profissionais de Comunicação Social, considera a posição do governo como um tentativa de amordaçar e controlar os órgãos de comunicação social nacional.
No que diz respeito a situação económica dos jornalistas, segundo o documento na posse da Rádio Sol Mansi, as Mulheres Profissionais de Comunicação Social, apontam para 66% de jornalistas que não auferem de um salário e apenas 34% admite ter um salário fixo.
Sobre ainda a celebração do Dia Mundial de Liberdade de imprensa, o analista político e comentador da Rádio Sol Mansi para os assuntos políticos, considera que a imprensa guineense está sequestrada, devido a situação económica dos profissionais de comunicação social.
“Não há liberdade de imprensa na Guiné-Bissau. Se observamos por exemplo, continua ainda a manipulação política sobre a imprensa guineense”, considerou.
Já o Sociologo Ivanildo Paulo Bodjam, considera que a situação de liberdade de imprensa tem sido fortemente violado no país.
“Podemos considerar que a situação de liberdade de imprensa na Guiné-Bissau é um dos valores fundamentais para a edificação do Estado do direito democrático no país, e que está a ser fortemente violada”, afirmou.
A Guiné-Bissau surge na posição 78 do índice de liberdade de imprensa de 2023 dos reporteres sem freonteiras. De acordo com a organização, nos últimos anos no país, uma forte deterioração do ambiente de segurança para os jornalistas, combinada com pressões políticas e económicas, criaram um ambiente difícil para o jornalismo.
Por: Ussumane Mané
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