LGDH DENUNCIA TENTATIVA DE CALAR À IMPRENSA E AVISA QUE ISTO LEVARÁ O PAÍS AO ABISMO

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denúncia que na Guiné-Bissau está em curso uma tentativa de banir a liberdade de imprensa e que esta situação leva o país ao abismo.

O alerta é do vice-presidente da organização que zela pelos direitos humanos na Guiné-Bissau que falava (04 de Maio), a margem de uma conferência dedicada a situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau.

Bubacar Turé disse ainda que este é um ato que visa acabar com o Estado de direito no país e que sem uma liberdade de imprensa e de opinião a população não estará apta para exigir e escrutinar o poder político daquilo que realmente é a sua responsabilidade.

“ (…) Os objetivos da luta de libertação e os valores consagrados na constituição da República será uma letra morta e, isso é totalmente inaceitável”, disse o vice-presidente da LGDH.

Bubacar disse que os atos “ilegais” e “inaceitáveis” devem ser repelidos com resiliência e com a determinação das organizações da sociedade civil e “é neste contexto que organizamos esta conferência para demonstrar a sociedade e ao poder de que estamos determinados sendo que a liberdade da imprensa é um valor e um direito que não estamos direito para abdicar e vamos lutar pela sua permanência na ordem jurídica guineense e, sobretudo, do seu exercício prático”.

“Temos assistido a regressão dos indicadores sobre a liberdade da imprensa”, sustenta Bubacar.

“O poder político atual é um poder político insensível à liberdade de imprensa e tem feito tudo o que estiver ao seu alcance para restringir e limitar o livre exercício da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau”, acusa o ativista guineense.

Já ontem, durante a comemoração do dia internacional da liberdade de imprensa, a presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social disse que a luta política que se vive no país está a prejudicar “fortemente” a classe jornalística guineense.

Por isso, Indira Correia Baldé quer que os deputados aprovem uma lei a proteção e segurança dos jornalistas.

Ainda segundo o relatório da Repórter Sem Fronteiras, divulgado ontem, a Guiné-Bissau situa-se entre os países onde a liberdade de imprensa é problemática.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

 

 

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