JOVENS QUEREM QUE GOVERNO REGULE PROCESSOS DE CONCURSOS PÚBLICOS ONDE A LÍNGUA PORTUGUESA É DESCRIMINADA
As organizações Juvenis guineenses querem que o governo crie condições urgentes para a regularização dos concursos públicos no país. Para os jovens, a obrigatoriedade do conhecimento das línguas estrangeiras é uma descriminação e o entrave para se entrar no mercado de trabalho.
Estes jovens foram instados pela Rádio Sol Mansi (RSM) a comentar as críticas feitas ultimamente, principalmente nas redes sociais, sobre os critérios utilizados por organismos nacionais e estrangeiros para recrutamentos. Embora a língua portuguesa seja o oficial mas, a maioria dos concursos exige que o candidato saiba falar e escrever o Inglês e ou Francês.
Em nome das organizações juvenis, Bacar Darame, disse à RSM que o uso das línguas estrangeiras como ferramentas indispensáveis para conseguir um emprego nas instituições privadas é uma expulsão e descriminação automática dos jovens.
“É a nossa preocupação enquanto jovens, não é possível num país lusófono quando um concurso é lançado e basicamente a preferência é a língua francesa ou inglesa.
Darame promete que as organizações juvenis do país vão trabalhar para que o Estado tome alguma medida em relação a este facto, “porque quem pode condicionar, quer as organizações nacionais ou internacionais, é o governo através das suas estruturas competentes.
“ (…) No sentido de avisarem quem quer trabalhar na Guiné-Bissau que a língua da preferência tem quer ser o português”, lembra.
Instado a comentar esta situação, o sociólogo Tamilton Teixeira disse que a Juventude guineense deve primeiro exigir a preparação nas escolas.
“O problema não é se o concurso deixar de ser em Inglês ou em Francês, o que a juventude guineense tem que exigir e cobrar é a maior preparação, eu não acredito que os guineenses não estão bem representados nas instituições internacionais por causa da língua, isso é talento, é competência e é treinamento”, sustenta.
Para o sociólogo, as pessoas devem ser sinceros em admitir que a juventude senegalesa está “muito bem” treinada e preparada do que a juventude guineense.
“Qual é realidade? Qual é a preocupação da juventude senegalesa ou cabo-verdiano e qual é a nossa preocupação?”, questiona o sociólogo.
As organizações juvenis do país reagiram contra a forma que estão a ser realizados os concursos públicos do país. Em varias instituições, é obrigatório saber falar e escrever alguma língua estrangeira para poder conseguir o emprego.
Por: Turé da Silva
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