HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES DESFEZ-SE DE 29 TRABALHADORES
O Sindicato do Pessoal Contratado de Saúde denunciou hoje o despedimento ilegalmente de 29 trabalhadores por parte da direcção do hospital nacional Simão Mendes sem nenhuma explicação.
A denúncia é tornada pública durante um encontro de preparação duma vigília para exigir o pagamento de três meses de salários em atraso e o retorno dos 29 funcionários expulsos por decisões que considera ilegal no serviço do maior centro hospitalar do país.
De acordo com o presidente do sindicato Reinaldo Camalá, a expulsão dos trabalhadores aconteceu sem nenhuma explicação ou seja, desconhece- se a razão apesar de terem assinado último contrato em 2016.
“Expulsaram 29 trabalhadores contratados do hospital nacional Simão Mendes sem nenhuma explicação mas contrataram outros funcionários no lugar dos expulsos que já exerciam as funções há 20 anos no qual o último contrato rubricado com administração do hospital foi no ano de 2016”, referiu o presidente do sindicato de pessoal contratado de saúde.
Questionado sobre a razão da expulsão destes trabalhadores, este sindicalista diz desconhecer o motivo alegando ainda que nem a direcção do hospital e o ministério da saúde conseguiram explicar a situação.
“Não há motivo, uma vez que até hoje não houve justificativo por parte do ministério da saúde pública assim como da direcção do hospital nacional simão Mendes mas pelo menos, ouvimos o director a justificar que a expulsão não foi a sua responsabilidade mais sim é da secretaria do tesouro”, informou Reinaldo Camalá.
Reinaldo Camalá ameaçou que a sua organização vai avançar com uma vigília caso a situação persistir e não pagamento de três meses de salários em atraso referente aos meses de Junho, Julho e Agosto de corrente ano.
“Pensamos ainda que é muito cedo para pensar na vigília nos dias 07 até 11 de Setembro porque com esta denúncia, acho que a direcção tomará diligências para resolver o assunto de pagamento de três meses de salários em atraso assim como no retorno dos funcionários expulsos”, acreditou.
O presidente do Sindicato de Pessoal Contratados de Saúde (SPCS) pediu ainda ao governo no sentido de assumir a responsabilidade quanto a situação dos trabalhadores contratados do maior centro hospitalar do país.
Por: Marcelino Iambi
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