GUINÉ-BISSAU REGISTA EVOLUÇÃO POSITIVA NO ABANDONO A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA
Celebrou-se, segunda-feira (07/01), o dia Internacional de Tolerância Zero á Mutilação Genital Feminina. Na Guiné-Bissau o ato central para assinalar a data foi uma declaração pública do abandono das práticas de excisão feminina por 6 comunidades em Cutia, região de Oio
O evento reuniu figuras do governo, da sociedade civil e líderes religiosos.
O abandono da mutilação genital feminina na Guiné-Bissau tem uma evolução positiva apesar de alguma resistência e já existe lei número 14/2011 que criminaliza a prática.
Sobre a data o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, afirma que a Guiné-Bissau continua a ser um dos países da costa ocidental da África mais afectado pela mutilação genital feminina.
Cipriano Cassamá falava, esta segunda-feira, durante a abertura da conferência internacional sobre direitos humanos, onde aproveitou para realçar a importância da celebração do dia internacional da tolerância zero a mutilação genital feminina.
“Todos os esforços que todas as leis globais tenham feitos no sentido da sua erradicação ainda milhões de mulheres continuam a ser vítimas silenciosas deste condenável
De acordo a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a mutilação genital feminina precisa acabar totalmente até 2030. Na mensagem alusiva a data o secretário-geral da ONU lembra que a prática viola os direitos humanos.
António Guterres destaca que as mulheres e as meninas que sofrem a mutilação perdem "sua dignidade, enfrentam riscos para a saúde e sofrem de uma dor desnecessária.
Entretanto a Guine Bissau é mencionada pelo fundo das nações unidas para a população entre as nações de sucesso no combate a mutilação genital feminina.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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