GUINÉ-BISSAU REGISTA AUMENTO DE CASOS DE TUBERCULOSE E DE VIH SIDA
A Direção-geral do Hospital Raúl Follereau, instituição especializada em tratamento de tuberculose, admitiu, hoje, o aumento de casos de tuberculose e do VIH SIDA na Guiné-Bissau.
O reconhecimento foi tornado público esta sexta-feira, pelo diretor-geral deste centro hospitalar, numa entrevista à RSM para esclarecer algumas denúncias feitas e de possíveis aumentos de casos de tuberculose no país e, consequentes dificuldades em termos de medicamentos.
Abdel Midana Tigna explica ainda que já dispõem de alguns planos em manga sobre esta situação, mas afirma que o hospital está disponível para receber os pacientes.
“Nos últimos anos houve a tendência do aumento de casos tuberculose, então notamos que isso tem a ver com o aumento de caso do próprio VIH SIDA, porque são duas doenças que caminham juntos, mas já existe o plano que é realizado pelo programa de luta contra tuberculose, e também estamos disponíveis e temos vagas para receber qualquer caso que requerer o internamento no nosso estabelecimento”, sustenta.
No que se refere a possíveis dificuldades em termos de medicamentos, o diretor-geral do Hospital Raúl Follereau admite que não conseguem dar um tratamento a cem por cento aos doentes, dependendo isto da patologia dos pacientes, porque não dispõem de todos os medicamentos necessários para os tais tratamento.
“Não temos todos os tratamentos porque trabalhamos com os grossistas, e quando pedimos a requisição, as vezes eles não estão disponíveis para nos fornecer todos os medicamentos que precisamos, então como trabalhamos com os grossistas, por isso não podemos comprar medicamentos separados por causa de comete de gestão e também para mais transparência “ explica
Questionado sobre a questão das refeições, Abdel Tigna assegurou que desde que o hospital retomou as suas atividades no mês de junho do ano 2021, tem conseguido dar refeições completas aos pacientes.
Entretanto, no quadro da mesma reportagem, a RSM ouviu alguns pacientes internados no referido centro hospitalar que, apesar de confirmarem de que recebem diariamente as refeições completas, mas não são dados todos os medicamentos necessários.
“Em termos de comedoria não temos dificuldades, mas sobre os medicamentos o hospital não dispõe de todos”, explica uma paciente ouvida durante a entrevista.
A Direção do Hospital Raúl Follereau admite o aumento de casos de tuberculose e de VIH SIDA, mas afirma ter já um plano em manga para por cobro a situação dos medicamentos.
Por: Diana Vaz
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