GUINÉ-BISSAU COM DIFÍCEIS CONDIÇÕES DE SAÚDE MENTAL
É celebrado amanhã em todo mundo, o dia mundial de saúde mental. No país a data é assinalada sob o lema “Depressão Falemos Abertamente”
Na Guiné-Bissau a situação da saúde mental não é no melhor se comparada aos anos anteriores, em que o país era uma referência a nível da África ocidental. A redução dos progressos do país a nível de saúde menta deve-se ao conflito político militar de 1998 que destruiu o edifício onde funcionava o centro de tratamento.
Entrevendo, esta quinta-feira (06/04), durante um painel de debate promovido na Radio Sol Mansi (RSM), no quadro das actividades alusivas a data, Jerónimo Té, director do centro mental de Bissau, defende que desde a destruição, em 1998, do edifico onde funcionava o centro mental, tem-se registado dificuldades sobretudo no que concerne ao programa de trabalho e a nível de infra-estrutura
“Este facto obrigou apenas os tratamentos ambulatórios dos pacientes, tendo salientado ainda que recentemente com financiamento da União Europeia, foi inaugurado um novo centro em enterramento, mas ainda carece de condições para o seu funcionamento normal”, alerta.
Interpelado sobre a prevalência da doença nas deferentes regiões do país, Jerónimo Té defende que é difícil avançar com dados concretos devido a falta de decentralização dos centros para regiões
Nas ruas de todo o país é comum presença de doentes mentais por vezes agressivos e sem protecção.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djalo
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