GUARDAS PRISIONAIS MAIS UMA VEZ EM GREVE

O Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional voltou, hoje (22), a paralisar as actividades nas prisões do país com uma greve de 10 dias como forma de exigir do governo o cumprimento do memorando assinado, no mês de Janeiro do corrente ano

Esta é a segunda fase, depois de uma vaga de paralisação de 5 dias na semana passada para exigir do governo a melhoria de condições de trabalhos nas prisões.

Em Conferência de imprensa, o presidente do Sindicato, Iasalde José da Silva, denunciou que não existe o sistema penitenciário no país uma vez que carece de várias matérias para o funcionamento deste sistema a fim de ajudar os reclusos.

“Não existe um sistema penitenciário na realidade porque, se não vejamos, um sistema sem carros, fardamentos, computadores maquina copiadora e impressões e ainda sem vedações eficientes de segurança e nem água potável ", denunciou presidente do Sindicato nacional do Corpo da Guarda Prisional.

O responsável denunciou a intenção do governo “que pretende recrutar 45 elementos para o corpo da guarda prisional”.

Questionado sobre a actual situação das prisões do país, Iasalde da Silva revelou a superlotação “que não oferece as condições mínimas de infra-estruturas, segurança e salubridade para os detidos”.

Perante a segunda vaga de greve da guarda prisional, iniciada esta segunda-feira, os familiares dos detidos fizeram uma vigília em frente ao centro da detenção de Bandim para reclamar a soltura dos reclusos uma vez que prazo detenção foi ultrapasso.

“Pedimos ao governo como autoridade competente para assumir a sua responsabilidade porque a greve prejudica os detidos que ficam sem comer e beber durante o período da paralisação e sem mínimas condições por isso exigimos que os nossos familiares sejam soltos uma vez que a lei não fala em detenção de mais de 24 ou 48 horas pelo um suspeito, por isso pedimos a a justiça”, atirou.

De cordo com o porta-voz dos familiares, Bacar Tcham, com a manifestação pretende-se que seja feita a justiça para resolver a situação dos presos uma vez que a lei determina o prazo da detenção para posteriormente julgamento ou condenação a pena.

Contudo a reclamação dos familiares, o Sindicato nacional do corpo de guarda prisional afirmou que enquanto o governo não cumprir com o memorando de entendimento, continuará com sucessíveis greves.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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