Greve: UNTG E GOVERNO CONTINUAM DE COSTAS VOLTADAS
O Governo e a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), central Sindical, continuam ainda sem um acordo para o levantamento da quinta vaga de greve de um mês, na administração pública.
A não assinatura do acordo deve-se a ausência dos ministros dos sectores sociais como da Educação, da Saúde Pública e das Finanças, num encontro presenciado pela comissão negocial da UNTG e técnicos dos diferentes ministérios realizado, esta sexta-feira, no palácio do governo.
Á saída deste encontro, o porta-voz da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, João Domingos da Silva, admite a possibilidade das duas partes encontram-se na próximo terça-feira para a procura de solução.
“O encontro não teve grande novidade dada a ausência do Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, do Ministro das Finanças, da Educação e o ministro Saúde Pública, mas a equipa projectou uma outra reunião para próxima terça-feira (11)”, revelou o porta-voz da UNTG.
Questionado se o encontro negocial da próxima terça-feira levaria o levantamento da greve em curso na função pública, este sindicalista diz que a central sindical quer factos reais, ou seja, o cumprimento de documentos assinados com governo.
“Continuamos a nossa pressão de luta para o cumprimento de adendas e memorandos assinados pelo próprio governo”, alertou João Domingos da Silva.
Em relação as paralisações, João Domingos da Silva convida o executivo a preocupar-se com as sucessíveis greves uma vez que têm carretado aspectos negativos no sector social.
“O governo é o primeiro que devia preocupar com a greve que tem estado a acarretar aspectos negativos no sector, por isso, exortamos envolvimento das autoridades do país no levantamento rápido desta paralisação”, observou este sindicalista.
No pré-aviso de greve enviado à ministra da Administração Pública, a UNTG afirma que decidiu avançar com a greve devido ao "nível caótico de desorganização da Administração Pública, que motivou o incumprimento do princípio da legalidade e consequentemente promoveu a injustiça laboral e desigualdade salarial".
Por: Marcelino Iambi
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