Greve na função pública: UNTG ANUNCIA 70 POR CENTO DE ADESÃO

 

A greve da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), que começou hoje (09), está a ter impacto negativo no sector da saúde e na função pública da Guiné-Bissau. Neste momento, a UNTG fala em 70 por cento da adesão.

A constatação da RSM foi durante uma ronda feita, hoje (09 de Novembro) no primeiro dia da greve, no maior centro hospitalar do país e constatou que os serviços estão a funcionar ao meio-gás. A Rádio Sol Mansi (RSM) percorreu também diferentes instituições estatais do país e verificou que em muitos estão a funcionar apenas o serviço mínimo.

A greve, não teve grande impacto nas escolas, porque o SINAPROF e o SINDEPROF não aderiram a greve, embora outra frente aderiu a paralisação, já os transportes públicos circulam normalmente embora também projectam, para a próxima semana, uma paralisação total.

Entretanto, o secretário-Geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Júlio Mendonça, considera de “infeliz” a acusação do governo sobre a falta de vontade de negociação.

No sábado a noite, o governo acusa central sindical do país de violar o compromisso de estar totalmente aberta a negociação para encontrar a solução que evite a greve na Função Pública mesmo durante final da semana.

Esta segunda-feira, Júlio Mendonça, em conferência de imprensa, para o balanço do primeiro dia da greve, disse que a central sempre está de portas abertas para negociações, e adverte que serão suspensas só com o cumprimento das leis.

“Nós, nunca fechamos a porta contrariamente da informação infeliz que ouvimos ontem”, garante Mendonça que anunciou os 70 por cento da adesão.

Júlio Mendonça denuncia corrupção gritante por parte dos governantes guineenses. Mendonça disse ainda que é chegada a hora dos guineenses deixarem de conformismo e exigirem ainda mais a actuação dos políticos.

“Titulares dos cargos públicos fazem corrupção. A corrupção é feita aos olhos de todos. Não é preciso ser especialista para desconfiar das despesas de um ministro que em pouco espaço de tempo ´depois da nomeação ‘começam a construir casas”, acusa Júlio Mendonça que pede uma investigação séria dos jornalistas.

A RSM sabe que esta tarde, a UNTG e o governo sentam a mesma mesa das negociações. A UNTG denuncia que nos últimos tempos existem entrada de pessoas de uma forma descontroladas no aparelho de Estado.

“CENTRAL TEM TODO O DIREITO DE IR À GREVE”

A paralisação da UNTG já tem reacção do presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, que considera de normal a posição da central sindical como forma de melhorar a situação porque “é um direito consagrado na constituição da República da Guiné-Bissau”.

“Este é um direito consagrado na constituição e eu sou o primeiro funcionário na função pública. Para mim, é uma organização de pressão para melhor o que não está bem. Não vejo o sindicato como um inimigo, porque é um grupo de pressão”, disse o presidente Embalo.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) continua a insistir no cumprimento da lei como factor principal da suspensão da greve que começa, hoje e deve terminar na sexta-feira. A UNTG diz que os trabalhadores públicos estão a ser fortemente penalizados pelas autoridades nacionais.

IMPACTO ECONOMICO GRAVE

Entretanto, para entender o impacto negativo da greve na economia nacional, o comentador económico da RSM, José Nico Djú, considera que cada dia laborar é mais uma expectativa em termo de recolhas de receitas “para a nossa reserva financeira governamental ao ponto de criar possibilidade ao nível do seu Produto Interno Bruto (PIB) ”.

Nico explica que quando existe paralisação ao nível de funcionalidade publico, pode “constranger gravemente sendo que a pandemia já havia paralisado a prosperidade económica que vai complicar com a adesão da greve, com isso a presença de técnicos de administração pública é tão fundamental para confirmar a arrecadação de receitas para a aumentar o PIB nacional”.

O economista afirma ainda que nota-se que no país existe dois ministérios que estão “mais focados” em termo de luta para arrecadação de receitas para a reservar financeira nacional.

“Quando os funcionários do ministério de finanças estão em greve, isso quer confirmar que o governo criou problemas em termo de facilidade de recolha de receitas, facto que pode levar numa situação muito deficitária em termo financeiro”, adverte Nico Djú que considera que o governo não leva “em grande nível de consideração” a greve, sendo que depende grandemente da doação internacional.

Começa hoje, dia 09 de novembro, a greve de 5 dias, anunciado pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) que exige, entre outros, os melhores condições de vida dos funcionários públicos e o cumprimento da legislação de ingresso na função pública.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva / Anézia Tavares Gomes

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