GOVERNO E ONU QUEREM AJUDAR FAMÍLIAS GUINEENSES A TEREM O PRÓPRIO SUSTENTO
O Governo e as Nações Unidas pretendem dar melhores condições de vida às mil e quinhentas (1.500) famílias das regiões de Gabú - leste, Tombali e Bolama/Bijagós – sul do país.
Para a execução deste projeto estão englobados o governo, através do Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social e as três agências das Nações Unidas, respetivamente, o PAM, a UNICEF e o FNUAP.
Hoje, no lançamento do projeto denominado “construindo resiliência na Guiné-Bissau através de um sistema de proteção social responsivo a choques”, a ministra da mulher, Maria da Conceição Évora, admite que atualmente os guineenses têm dificuldades em obter as suas cestas básicas por causa do aumento de preço dos produtos da primeira necessidade.
“O objetivo desse projeto é tornar a Guiné-Bissau um país mais resiliente sobre tudo tornar a população mais resiliente perante vários tipos de choques económicos, derivados das mudanças climáticas, sabemos que d 2020 por aqui estamos confrontados por Covid 19 que ainda não terminou. Estamos a habituar a conviver com a pandemia e agora surgiu a questão da guerra Rússia e Ucrânia e os efeitos negativos que estão a descer para os países mais vulneráveis e menos avançados como o caso da Guiné-Bissau”, explica a ministra.
Conceição diz ainda que, devido às dificuldades económicas e financeiras, o governo vai intervir no domínio da proteção social onde pretende atingir nos próximos dois anos da implementação do projeto.
Na mesma ocasião, o coordenador residente interino do Sistema das Nações Unidas no país, João Manja, diz que as suas organizações estão disponíveis em apoiar o governo no que concerne a proteção social dos cidadãos.
“Estamos convencidas que iremos ser capazes de aumentar a resiliência do país perante choques futuros mantendo assim o princípio de não deixar ninguém para trás e sermos capazes de reconstruir melhor”, sustenta.
O projeto denominado “construindo resiliência na Guiné-Bissau através de um sistema de proteção social responsivo a choques” terá a duração de 2 anos e cuja sua implementação começou a 1 de Janeiro deste ano.
O projeto é financiado em quase 1 milhão de dólares alocado pelos sistemas das Nações Unidas mas geridos pelo governo, visa fortalecer a capacidade das instituições nacionais para desenvolver, implementar, e financiar um sistema de proteção social resiliente com base em critérios claros de vulnerabilidade.
Por: Diana Bacurim
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