GOVERNO CONSTATA IMPACTO NEGATIVO DA GREVE GERAL NOS HOSPITAIS
O Titular da pasta de Saúde, António Deuna, reconheceu que a greve da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) está a ter o impacto grave no Hospital Nacional Simão Mendes.
O Ministro da Saúde fez o alerta, no início desta tarde, depois de uma visita rápida que efectuou neste maior centro hospitalar do país que visa inteirar-se do impacto da greve e ainda a prestação do serviço mínimo.
António Deuna admite que a greve é um direito para os funcionários porque está consagrada na constituição da República.
“A greve é um direito de qualquer funcionário, mas também é bom saber que existem obrigações ´respeito ao serviço mínimo` se não a lei impera porque os doentes não são culpados”, lembra.
Durante a visita do ministro da saúde, a RSM voltou a constatar que os serviços do HNSM quase que não funcionam, apesar de estar a ser cumprido o serviço mínimo.
Relativamente às negociações entre as partes, Deuna afirmou que o governo está a tomar diligências.
“Quando alguém reivindica os seus direitos, um governante tem que ser flexível a negociar. Dispersar os trabalhadores é ser um mau governante. Tenho a certeza que os grevistas têm a flexibilidade e no fim chagaremos a um entendimento”, enfatiza.
A mesma preocupação em relação ao impacto da greve é constatada no hospital de Bafatá. Um hospital já com situações precárias, agora a situação piora e preocupa as autoridades sanitárias da região leste do país.
Hoje, é o primeiro dia de greve na função pública convocado pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, a greve terá a duração de 5 dias. A UNTG disse que já atingiram 70 por cento da adesão.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva
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