GERALDO MARTINS CONSIDERA DE CÍNICA DECLARAÇÕES DO ACTUAL MINISTRO DAS FINANÇAS
O antigo ministro das finanças considerou de cínica e maldosa as declarações proferidas pelo actual ministro do pelouro João Aladje Fadia em que afirma que os fundos prometidos na mesa redonda de Bruxelas nem todos são acessíveis.
Geraldo Martins que falava esta sexta-feira explicou que 54% dos montantes obtidos durante a mesa redonda são donativos. “ o montante de 1.5 mil milhões de dólares obtidos na mesa redonda de Bruxelas, 54% são donativos e 46% são empréstimos. Quando se faz um empréstimo, procura-se os que possuem uma taxa de juro mais baixa mas pode acontecer que se pode encontrar empréstimos com juros mais elevados que não são taxas de juros proibitivos”, considerou.
O antigo ministro frisou ainda que os montantes devido as instituições financeiras foram utilizados para pagamento de salários do governo de transição e subsídios dos professores.
O responsável sublinhou que o único fundo que não passou na conta do estado foi o montante de 12 de milhões de dólares doados pelo governo angolano, tendo sublinhado que cofre de estado são todas as contas do tesouro publico que pode estar no banco central ou bancos comerciais.
Ao finalizar explicou que todos os fundos destinados ao estado devem entrar no Tesouro publico, para ai ser contabilizado antes de ser gasto.
O ministro das finanças do governo de PAIGC afirmou que as dívidas para a restruturação das empresas Guiné Tel-Guiné Telecom no montante de 7 bilhões de francos CFA nunca foram usadas. “ Fazemos uma segunda emissão de 13 bilhões em 2016 porque o actual presidente da republica como ministro das finanças na altura tinha contraído uma divida de 7.8 bilhões de francos CFA no ECOBANK para restruturação o que não foi utilizado porque a empresa em causa continua como estava, então decidimos pagar para estancar a hemorragia financeira com o montante do 13 bilhões já referido”, contou.
Por outro lado, considerou que o actual governo está com dias contados razão pela qual querem arranjar bodes expiatórios. “ Estamos perante um governo desesperado que está com dias contados. Daí procuram bodes expiatórios para justificar seus fracassos”, concluiu.
Entretanto, assegurou que seu executivo pagou todas as dívidas com o BOAD para isso a suspensão das obras de reabilitação de algumas vias de Bissau são da responsabilidade de governos que considera de iniciativa presidencial.
Por: Nautaran Marcos Có
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