FUNCIONÁRIOS DA EAGB ACUSAM DIREÇÃO-GERAL DE MUDAR ESTATUTO DA EMPRESA E DEIXAR FUNCIONÁRIOS DE LADO
O Comité Sindical de Base da Empresa da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) denuncia as alterações efetuadas nos estatutos laboral desta empresa, onde as mudanças efetuadas, não constam alguns assentos afetados aos funcionários no Conselho de Administração.
As denúncias dos funcionários foram feitas, hoje, durante uma conferência de imprensa, nas instalações da Central Elétrica de Bissau, com o qual pretendem falar das alegadas ilegalidades e injustiças feitas pela atual direção da EAGB.
Maio Banca, presidente do sindicato explica ainda que a finalidade da empresa foi alterada e, que com a alteração operada, esta deixa de ser pública e passa a ser uma sociedade anonima.
“Costumávamos receber 25 de cada mês, mas no mês passado fomos surpreendidos de que o tribunal bloqueou a conta da EAGB, só no dia 07 deste mês é que tivemos o conhecimento da real situação onde mostra que tudo isto veio na sequência do não cumprimento da parte da empresa relativo a decisão do tribunal referente a uma queixa que feita pelo sindicato em 2018 na qual pede que sejam afetados alguns assentos aos funcionários no Conselho de Administração e, no entanto, após terem recusado esta decisão decidiram aproveitar transformar a empresa que deixa de ser pública e passa a ser uma sociedade anonima”, sustenta.
Sobre estas denúncias e acusações, a RSM contactou o gabinete de Comunicação da EAGB que avançou ser da direção superior a proibição de autorização para que seja gravada a entrevista neste momento, porque segundo o responsável do gabinete de Comunicação, é um assunto que está a ser analisada internamente.
Maio Banca, presidente do sindicato dos funcionários da EAGB, disse ainda, que neste momento vão continuar a pressionar a direção da empresa para cumprir com as exigências, mas avisa que caso nada for feito terão que recorrer a greve.
“Caso não cumprirem com as nossas revindicações, como estão a verificar que estamos numa reunião vamos sair cum uma resolução onde faremos uma carta á direção apontando as nossas preocupações de ter um representante no Conselho da Administração, porque sabemos em junho consorcio que está a gerir esta Empresa o seu contrato vai terminar e sabemos em que país é que estamos uma vez que é uma sociedade anonima um dia podemos deitar e ao levantar sermos confrontados com outras pessoas que assumirão a gerência da mesma empresa e sem que tenham um lugar ou percentagem, então continuaremos a pressionar a direção da empresa para cumprir com as exigências, mas caso nada for feito terão que recorrer a greve”, enfatiza.
Segundo o presidente do sindicato, as condições de trabalhos nesta empresa são péssimas.
Por: Diana Bacurim
- Created on .