FMI ESTIMA QUE CRESCIMENTO NACIONAL TENHA ACELERADO PARA 5% EM 2022
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anuncia que, no ano passado, a Guiné-Bissau conseguiu um crescimento económico acelerado e, que situa-se em 5 por cento devido a produção recorde da castanha de Caju.
A conclusão do FMI consta no resultado da consulta apresentado, hoje, pela equipa técnica que conclui a terceira e a ultima avaliação do programa monitorizado pela mesma organização.
O chefe da missão técnica do FMI, José Gijon, disse que o país conseguiu estes dados porque conseguiu recuperar-se da pandemia da Covid 19 e ainda teve uma situação política global mais estável.
“Estima-se que o crescimento tenha acelerado para 5 por cento em 2021, devido à produção recorde da castanha de caju, ao investimento público em infraestruturas, ao levantamento gradual das medidas de contenção da Covid 19 e uma instituição política global mais estável”, disse José.
Apesar disso, o chefe da missão técnica do FMI informa que as perspetivas tornam-se mais incertas dado o impacto potencial do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos resultantes da guerra da Ucrânia, “prevendo-se que o crescimento seja de cerca de 3¾ % em 2022, com uma inflação superior a 5% que afetará negativamente os mais vulneráveis”.
O FMI aconselha ainda a Guiné-Bissau a implementar o quadro revisto da constatação pública, aprovado em conselho de ministros, para garantir “total” transparência sobre as empresas adjudicatárias, seus bens beneficiários efetivos e suas entregas de bens e serviços.
“A aplicação do regime de declaração de bens, uma vez aprovado pela Assembleia Nacional Popular, assim como o esforço dos recursos disponibilizados ao Tribunal de Contas, a CENTIF e a instituição para o controlo dos concursos públicos podem constituir fatores significativos no reforço da governação”, sustenta o chefe da missão técnica do FMI.
Uma das conclusões é a diversificação económica sendo que o país é dependente da produção e exportação da castanha de Caju.
Portanto, o ministro das finanças, João Aladje Fadiá, reconhece a pertinência da chamada de atenção do FMI lembrando que o país tem condições de explorar os seus recursos e, principalmente o mineiro.
“O país tem potencialidade turística que é umas maiores indústrias do mundo mas, é preciso o engajamento de todos para conseguirmos chegar a este ponto. Também precisamos diversificar a produção, consumimos e importamos muito arroz mas, temos condições naturais de produzir e importar arroz”, garante.
Em resposta, o chefe da missão do FMI no país, lembra que a Guiné-Bissau tem possibilidade de abastecer os mercados da UEMOA com produtos agrícolas e isso, segundo disse, será benéfico para o país.
“O país tem qualidades que podem fornecer produtos, sobretudo agroindustriais, cada vez mais défices em alguns países afetados pela mudança climática. Na UEMOA temos população crescendo mas ainda deparamos com os problemas de desertificação no Sahel e a Guiné-Bissau está muito bem preparada para poder produzir coisas necessitadas nestes países da organização”, garante.
O FMI e o ministro das finanças falavam, hoje, em conferência de imprensa, para divulgação do resultado da consulta e a terceira ultima avaliação do programa monitorizado por esta missão internacional. Os dados, hoje, revelados conduzem à inclusão do país na facilidade de crédito alargado.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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